<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-1291185052491530780</id><updated>2011-12-31T14:01:32.991-08:00</updated><title type='text'>The Broker .</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://o-intermediario.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1291185052491530780/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-intermediario.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Hugo Lopes Martins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07104710232763003933</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='17' src='http://4.bp.blogspot.com/_XefhjuZnUhA/SXuWvmmUhhI/AAAAAAAAAAM/7qBWZgSoNmA/S220/DSC01427+-+C%C3%B3pia.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>27</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1291185052491530780.post-2770964144505565263</id><published>2011-12-31T14:01:00.000-08:00</published><updated>2011-12-31T14:01:33.089-08:00</updated><title type='text'>a slice of me.</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Este é o último texto deste ano e, possivelmente, o últimotexto, quem sabe. Mas será um texto no qual ficará tudo, tudo mesmo sobre o queestá aguentado e exerce a pressão obrigatória para sair. Finalmente terá o seufim. Por puras coincidências que hajam aqui reflectidas serão, simplesmente,elas próprias, ou seja, coincidências e porquê isto, porque certas pessoas rever-se-ãonesta fracção de vida mas, decerto, quanto mais se virem nela, menos nela estarão,e essa é a verdade, portanto, para quem ler, e muitos não serão, pensem bem quenão é para vocês, sempre. E, antes de tudo mais, peço desculpa por desabar comtudo o que está escondido desta maneira, de outras maneiras não consigo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Começo por explicitar a quantidade de anos que recuo. E sãoquase onze. Daqui vem o maior arrependimento da minha vida, o de não ter vistoo que devia e o de saber coisas que não sei pois não as presenciei. Todos oshomens em pelo menos uma ocasião na sua vida dizem que homens não choram, poiseu discordo e, se errado for, eu sou dos maiores traidores desta crença e porisso desculpa não peço. Porém, não chorei todo o dia da ocasião. Nem no dia seguinte,porventura, o dia do real acontecimento, chorei. Mas então e à noite? À noite,quando a minha irmã me pergunta se estou bem eu responder não soube, e entãopensei, será que estou bem?, e daí apercebi-me que penso, e pensei novamente,porque não pude ter o visto no passaporte para dar a entrada no cemitério ondeesconderam a vida que me deu vida e porque não sei eu o que realmenteaconteceu?, e aí chorei, chorei pela vida que estava para trás e pela vida quetinha pela frente. Morrera a minha avó e morrera aquele local, nada nos prendialá e nada nos prenderia, mas será que este nós me incluía ou me excluía desdesempre? E começa aqui a minha jornada de eventualidades tristes, por vezes, poroutras, felizes, ganha força e ergue-se tal qual o nevoeiro matinal de D.Sebastião.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Chegado a algo que não conhecia de vida antes, apenas devista não vivida, pura memória nostálgica, tentei, com todas as forçasadaptar-me aos relevos de uma nova maneira de ver a sociedade e os seus incógnitosporquês, uma maneira de começar uma nova vida, mas perguntava-me porquê começaro que já teria mas pergunta a lado nenhum leva e a vida surgiu sem que talvez ativesse pensado ou estudado, apenas se formou por si. E daqui baixei orendimento escolar (mais que uma criança não era, impossíveis a estas não sepedem!) e a ser o alienígena em algo que não precisava de mais alguém. E assimpassei um ano e meio, até que me questiono novamente acerca da vida, desta vezjá sabendo o que seria e o que acontecia. Foi em época de exames ou perto destaque a tragédia aconteceu, sem que ninguém pudesse esperar por ela. Foi assimque conheci a morte, o que proporciona, como se forma e o que atenua, como mexecom o ser humano. O caixão era branco, pureza de alguém com apenas doze anos devida mal volvidos, de mente vívida e mexida, e o sentimento era negro, maisnegro que os recônditos das cavernas, e aqui percebi porque não presenciara oanterior, em que o caixão seria, talvez, castanho-carvalho francês, cor dogénero, pois o negro aí extrairia qualquer luz que visse. E deparei-me com umabismo que estaria tão perto de mim quanto eu o quisesse ter, e resolvi a nuncao esquecer, lembrando-me, porém, que ele sempre ali estará e que talvez seja aminha maior arma contra algo que eu bem não sabia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Mais um novo ano, mais um novo percurso, desta vez um iníciototalmente diferente, onde integrado já estava. Seria verdade isto?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Psicologicamente instável na altura, decidi-me a escutarmais, a envolver-me, a deixar-me levar pela razão e menos pelo meu ser. Tornei-meno marrão sem o querer, mas algo teria que ser. E as defesas criam-se nestassituações. Nascera aí a arrogância, a defesa mais fácil contra a verdade e amais básica de aplicar sem tentar contradizer o meu ser, logo, a chave dosdesprotegidos, dos que pensar não querem e daqueles que nem levam nem levadossão. Tornei-me numa parte inicial de um ser. E assim fiquei três anos em queconvivi com os melhores e os piores, foi o percurso inicial ao que sou hoje,inicial pois foi aqui que desenvolvi o que a seguir ao básico vem e que de nomecarece mas que, entretanto, é das partes mais vitais de todos nós. Não haverámuito mais para dizer nesta altura, apenas agradecer ao desporto do qual sou aficionadoque me ajudou em tudo e se tornou o meu maior amigo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Entra, agora, o secundário. E é aqui que me revelo comopessoa. Novos contactos, muitos marcaram, outros nem tanto, mas sempre osrecordarei. Mas prefiro falar de uma professora, que foi mais que isso, foi umamentora para o que sou, e valor sobre isso terá até que o que sou morra demorte em si ou morte mental ou morte qualquer que seja, o que for. Entra aqui apergunta, mas afinal que sou eu senão o desperdício de carne e ossos num sacochamado por alma?, e a resposta é simples até, o saco são os ossos, bag of bones,e não a alma, como diria antes, mais perguntas sobre isso será o que sou eu eisso todos têm que adivinhar em si e não saber por um outro qualquer poisvalores são diferentes e mudam constantemente de persona para persona. E apesarde apenas um ano estar com a minha mentora, ensinou-me que a arrogância não erao caminho a cimentar, apenas um meio para esse caminho, e o mais importantenesta é que não seja deixada para trás mas sim utilizada em ocasiõesvitalícias, como numa simples pergunta em que seria eu um Homem ou um rato, àqual penso ter respondido da melhor maneira possível, abandonando a sala àsegunda vez que pronunciara essas palavras, e é a isto que respeito deverá serdado, doado, vendido se tal puder ocorrer, são estas perguntas que formam o sere que deixam ser o ser de ser ser. Confuso? Talvez, mas verídico.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Porém não entendi tudo inicialmente, e fiz uma vida anormalum certo tempo, sem me compor de actos, metendo-me novamente em factos que piorme deixariam, e factos actos chamemos, actos estes que me arrependo,principalmente, no ano a seguir ao abandono da minha mentora.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O meu percurso não era regular, era inconstante, retirando ofacto das amizades fortes permanecerem uma charneira do que era até ali. Porém,o que um dia poderia ter sido tudo, tornou-se o meu maior arrependimento navida e, até hoje, não esqueço esse arrependimento. Pois é, no ano de 2006, seem erro não estarei, perdi parte do que hoje poderia ser eu. Conquistei essaparte de forma inóspita, o que me levara a pensar se conquistara ou não, talcomo todas as outras conquistas do género foram até ali, pois aquela parecia-menova e impossível, mais que as demais atrás. E por isso fui estúpido ao pontode a ver partir de mim, a abandonar-me por culpa, principalmente, minha, e eunada fazia. Acordei tarde demais, apercebi-me que poderia ser tudo quando onada pela outra parte já era, e tornei-me vazio, procurando reconquistar o quepara sempre fugira. Hoje peço aqui desculpa por isso, pessoalmente epublicamente, e possivelmente pedirei para passar por aqui para ver estepedido, apenas dizendo que nunca deixei e nunca deixarei de pensar no quesucedeu, nunca. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;E acordei.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Acordei antes de catástrofes acontecerem, fiz e refiz amizades,umas mais fortes que outras, e muitas dessas ainda hoje aprecio e digo a essaspessoas que as amo. E apenas um ano estive com elas, ano em que continuei omodo de vida que tinha. Entra agora em jogo a decisão profissional vindoura. Atéaqui a família foi pouco referida, pois sempre tomou o meu lado em qualquerescolha que fizesse. Porém, nesta altura, houve divergências. Muita coisa ouvi,muita coisa guardei, muita coisa eliminei, a verdade é que poucos apoiavamaquilo que queria e muitos, maioria absoluta, contrariavam a minha expectativade futuro. Entretanto segui o sonho e vivo-o intensamente todos os dias, averacidade de me tornar um jovem arquitecto. Não o faço para fazer ver aninguém pois assim me ensinou a minha mentora, arrogância zero, apenas para merevelar quem realmente sou, diletante de palavra, nobre de sentimento.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Após entrada o ritual de sempre, novos amigos, novaspersonalidades, novas escolhas. Desvendei, descobri e defendi a minha oposiçãocerta à descoberta o grupo problemático entre colegas e hoje admiro-me por issopois, se continuasse a ser como era, apostando na arrogância, seria eu partedesse grupo, talvez até o cabecilha. Mais um agradecimento à minha mentora, quenada lhe escape de vista sobre a sua filosofia e que continue a conjugá-la coma psicologia que a capacita de tudo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Antes de acabar, pois mais não falarei, gostava deexplicitar o sentido deste blog. Não sou eu que escrevo neste blog, ou melhor,sou eu, mas não sobre mim, e sim de problemas que talvez maior parte de nós,população, tenhamos. Não sou especial por isto, mas talvez o seja por tentarconjugar estes com pequenos fragmentos ideológicos sobre algo que não sei seserá o correcto ou não, daí perguntar-me se o que escrevo é para x ou para y éo mesmo que perguntar a Saramago se escreveu o evangelho segundo jesus cristodepois de falar com este, ou a Pessoa se alberto caeiro sabia que pensar atépode ser bom, pois estes não são reias no hoje destes dois escritores. Logo nãosou eu que tenho estes problemas ou pensamentos, é toda a gente, apenas osrevelo de diferentes maneiras, e esta para mim é a mais indicada. Porém, talveztenha chegado ao fim. Faz-me bem demais pensar nos meus problemas sendoproblemas de todos, e o que me faz bem não me muda. Talvez seja o fim desteblog. Ou talvez não, quem sabe. Quantas mais dores de cabeça tiver maisheadaches publicarei, quantas mais vezes chorar mais me revoltarei, quanto maisme passarem melhor intermediário serei. E voltamos à charneira da vida… ser ounão ser, eis a questão!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Obrigado por me aturarem, obrigado por tudo. Um bom ano atodos, um bem haja e um até já…&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1291185052491530780-2770964144505565263?l=o-intermediario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-intermediario.blogspot.com/feeds/2770964144505565263/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://o-intermediario.blogspot.com/2011/12/slice-of-me.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1291185052491530780/posts/default/2770964144505565263'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1291185052491530780/posts/default/2770964144505565263'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-intermediario.blogspot.com/2011/12/slice-of-me.html' title='a slice of me.'/><author><name>Hugo Lopes Martins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07104710232763003933</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='17' src='http://4.bp.blogspot.com/_XefhjuZnUhA/SXuWvmmUhhI/AAAAAAAAAAM/7qBWZgSoNmA/S220/DSC01427+-+C%C3%B3pia.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1291185052491530780.post-7979149181743770921</id><published>2011-12-27T10:05:00.000-08:00</published><updated>2011-12-27T10:09:50.486-08:00</updated><title type='text'>crónicas do tá n'hora, hoje às cinco.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;As pessoas tendem a esquecer-se das pessoas. Ao longo dotempo deixam de ter importância na vida das outras, muitas vezes até a caradesvanece e esquecem-se por completo. A minha pergunta é a seguinte, será istopropositado ou desregulado e inconsciente?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;Se for inconsciente, tenho a ditar que sou um beloreconhecedor facial. Raios partam, não esqueço uma única pessoa e, mesmopassados mais de dez anos, consigo lembrar essa pessoa, mesmo tendo mudadodrasticamente! Será defeito ou feitio? Será meu, de pouca parte, de grandeparte ou de todos? E se for de todos passamos a segunda teoria.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;O propósito de esquecer a face ou imagem de outrem advém dedesfortúnios causados por esse outrem ou, simplesmente, o porque sim que todosdizem, e de onde provém o porque sim?, esse provém da falsa ignorância sobreassuntos aos quais não se querem tocar e aos quais se refere muito mais que umquerer esquecer porque algo não correu certo ou algo similar, mas sim o ódioprofundo, que disto não passará e não se quer sequer pronunciar pelo assuno, eassim nasce o porque sim. Em qualquer um destes casos penso que dotado não fuipois mal a ninguém quero e esquecer só esqueço o pelo qual nunca passei,aprendendo assim o máximo do passado, logo penso que não preciso esquecer deninguém, e logo não compreendo o porquê de alguém o fazer.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, falta uma teoria. Essa é facilmente aplicávelpor qualquer um, que passa pelo fingimento. E este dói a quem o sabe que estaráa receber. E volto a perguntar, então e porquê? Que fez de mal quem o recebe?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;Por fim, e fim não se entenda que muito ainda falta e quehaverão caminhos pelos quais não entrarei pois são tão profundos que nem ooceano Pacífico enfrenta, concluo com algumas tentativas de desvendar estemistério dos fingimentos. Às vezes, as pessoas não se falam porque,simplesmente, têm medo. E medo de quê? Medo do “será que ainda se lembra”, ou“será que conhece” ou o “será que devo ou não falar” e por será não passarápois a forma mais fácil de contornar dificuldades é o fingimento, e daqui advéma primeira probabilidade, sem esquecer que não direi todas as que penso. Asegunda passa pelo facto de conhecer mas não querer demonstrar esseconhecimento e a partir desta haverá várias ramificações, tanto de umapaixoneta passada como de divergências sociais, dizendo que esta é a mais comumde todas, apesar do que se possa dizer, e também a mais estúpida, seguindo umpensamento final explicado mais adiante. A última que exporei, a finaldivergência que leva ao fingimento, é o querer, não querer saber e não querer.Por partes. Em primeiro lugar quer-se falar e a vontade palpita no lugar vazioem que se denomina que esteja o coração, e vazio porquê se ele realmente láestará, daí advém o não querer saber. Este não querer saber é o mais forte, o maisenérgico e inebriante, pois desliga qualquer sentimento que possa ser vindouro,mas será que realmente não quer saber ou simplesmente tem medo que odesconhecido seja melhor que o conhecido e que o desligado pode-se ligar muitomais rápido que uma faísca e destronar algo que se julga ser já o perfeito e opresenciável até ao tal até que a morte nos separe e, por aí, viver uma vidanas suposições lastimáveis do que poderia ser e não foi, do que se tornou talsujeito e eu poderia seguir tais requisitos e no que agora tal não possa pois avida está servida e precisa de ser vivida. E daí entra, por fim, o não querer.E aqui entra o fingimento, e entra o pensamento do será em prática. Este é omais forte de todos, emocional ou psicologicamente, e muita gente o usa, parainfortúnio deles.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Em suma, e tentando explicar o porquê desta teoria, haveráuma classe aparte, cada vez mais significativa, que são os espectadores. Ouseja, aqueles que pensam receber algo em algum momento, porém ficam vazios porver que fingimentos com estes também acontecem. E qual é o pensamento que fica?Qual é o sentimento que persiste? É o vazio. De vazio não passa. Porém, é apena também, não de si próprio, mas do outro que fingiu. Entretanto fácil serádizer que a melhor oferta que a estes se pode dar é o simples olá que daí nãopassará, mas esses simples olá chegava, e um sorriso se formava.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Será difícil de perceber?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Num mundo em que o ódio domina, não é mais necessário odesprezo, é necessário o abrigo. Mais que isto? Não sei dizer.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1291185052491530780-7979149181743770921?l=o-intermediario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-intermediario.blogspot.com/feeds/7979149181743770921/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://o-intermediario.blogspot.com/2011/12/cronicas-do-ta-nhora-hoje-as-cinco.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1291185052491530780/posts/default/7979149181743770921'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1291185052491530780/posts/default/7979149181743770921'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-intermediario.blogspot.com/2011/12/cronicas-do-ta-nhora-hoje-as-cinco.html' title='crónicas do tá n&apos;hora, hoje às cinco.'/><author><name>Hugo Lopes Martins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07104710232763003933</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='17' src='http://4.bp.blogspot.com/_XefhjuZnUhA/SXuWvmmUhhI/AAAAAAAAAAM/7qBWZgSoNmA/S220/DSC01427+-+C%C3%B3pia.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1291185052491530780.post-2114365037503061267</id><published>2011-11-22T16:32:00.000-08:00</published><updated>2011-11-22T16:32:44.556-08:00</updated><title type='text'>desabafo com o mundo da idiotice parte II</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Que dia se fez hoje.&amp;nbsp;Hoje fez-se o dia que não secorresponde à palavra invocada, o dia que não faz jus ao ser chamado, o dia quenão é dia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;Tentativas frustradas estão portoda a parte, mas hoje renomearam-se mais alto que o sempre, e eu nunca vi osempre, mas também o nunca não vi, por isso por aí andou.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;Fraca antologia esta masverdade sistemática se torna nos dias que não são dias. E hoje foi um diaassim.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;Começo-me a tornar confuso noque escrevo. Estou-me a criticar por isso. Talvez seja por andar confuso,querer coisas e não as poder dizer, tentar algo sem poder mostrar e, claramente,o &lt;em&gt;karma&lt;/em&gt; ainda não joga do meu lado. É algo que só te passaa ajudar quando já não te importas e isso é impossível actualmente.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;E agora começo o desabafo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;Certo dia, um jovem percorreuma rua, quase avenida, bastante colorida. Esse jovem, despreocupado, tropeça,cai e magoa-se. Senta-se, trata da ferida e vai-se embora.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;A questão, melhor, as questões.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;Quem era o jovem? Porquê areferência à avenida? Porquê toda a cor? Porque será despreocupado? Porque tropeçae cai? Porque se magoa? Porque se senta e trata da ferida? E porque se vaiembora?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;Analisemos. A qualquer jovempode suceder algo parecido, mas este jovem é particular e peculiar. E asituação então é de uma peculiaridade peculiar em si mesma, irónico não? Mas verdade.Este jovem tem esperança, e porque digo isto? Porque a avenida é uma rua,apenas uma rua mais larga, muito mais larga, e a esperança torna-nosflutuantes, ou quaisquer membros de algo louvaminhados, eu sei lá que mais,também não posso falar assim tanto que a minha caiu por terra e trato-a ou nãoainda não sei, mas assim se vê que era um jovem esperançado. Daí provém a cor. Porquêcor? Porque a cor é a vida e a vida não pára até à morte e para lá chegar sãodois segundos sem reparar que um deles já passou e o outro é agora e daí adespreocupação. Ou seja, é um jovem feliz. Não se preocupa com nada, tem acabeça cheia de algo que ainda não foi explicado, nem precisa de ser porque sedecifra sem olhar e se sente sem querer, e assim o foi e assim o será, ámen oulá o que quiserem dizer pois nada eu direi. E a felicidade é uma rosa com todosos seus espinhos e todas as quedas se originam em tropeções e daí se vai ojovem despedaçar contra uma barreira à qual chamamos chão e deitar algo nãopalpável ao chão. Daí ele tropeçar e cair, algo o deitou propositadamente aochão, força invisível ou poder especial de algo sobre algo nem o jovemconseguirá explicar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;Agora, uma questãoimportantíssima.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;Porque se senta?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;Quem sabe o que significa oacto de sentar?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;Esta palavra veio do latim&lt;em&gt;sedentare&lt;/em&gt;, de &lt;em&gt;sedeo&lt;/em&gt; -ere, estarsentado ou ter assento. Significa tanto pôr(-se) num assento (assentar) comocolocar ou colocar-se em determinado lugar, e aqui vem a analogia, pois istosignifica três coisas – estabelecer, fixar, instalar. Basicamente ele não sesentou, ele estabeleceu os seus princípios e as suas virtudes de modo apercorrer um caminho diferente ao que tanto mal lhe faria mas que tanto elegostava. De seguida ele fixou as suas ideias num presente-futuro breve e tentouconciliar o que tinha, o que tem e o que poderá ter, fez planos a curto prazo erealizá-los-á a longo prazo pois a ideia foi fixa e de fixa não mudará pois osprincípios são paradigmáticos e apenas em anos e anos de experiência se mudamas virtudes com a mudança de vontades e de vontades o jovem não muda mantendoentão as virtudes virgens. Por fim, instalou. E instalou de modo a que aformatação nada fará para contrariar a instalação. Instalou a sua salvação, queé um olhar para a frente e um não me preocupo mais com isso e isso é ainstalação mais segura que este fez, o rápido e o eficaz dos tempos modernos, onão me chateies com a minha vida pois dela cuido eu e mais não seria precisodizer se não houvessem as feridas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;A questão final é a seguinte:será que as curou… ou as deixou propositadamente abertas?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;Se eu fosse o jovem,deixá-las-ia abertas… &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: #333333; font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 8.5pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1291185052491530780-2114365037503061267?l=o-intermediario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-intermediario.blogspot.com/feeds/2114365037503061267/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://o-intermediario.blogspot.com/2011/11/desabafo-com-o-mundo-da-idiotice-parte.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1291185052491530780/posts/default/2114365037503061267'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1291185052491530780/posts/default/2114365037503061267'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-intermediario.blogspot.com/2011/11/desabafo-com-o-mundo-da-idiotice-parte.html' title='desabafo com o mundo da idiotice parte II'/><author><name>Hugo Lopes Martins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07104710232763003933</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='17' src='http://4.bp.blogspot.com/_XefhjuZnUhA/SXuWvmmUhhI/AAAAAAAAAAM/7qBWZgSoNmA/S220/DSC01427+-+C%C3%B3pia.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1291185052491530780.post-8927713622875296399</id><published>2011-11-09T15:15:00.000-08:00</published><updated>2011-11-09T15:15:42.983-08:00</updated><title type='text'>(in)conscientemente em casa</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Queria expressar o que sinto, queria mesmo.&lt;br /&gt;Mas hoje não é a minha vez.&lt;br /&gt;Hoje é a vez de alguém que precisa mais que eu de se expressar. &lt;b&gt;É o meu inconsciente; portanto tudo o que se seguir não será da minha autoria.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei como foi nem quem foi, só sei que vem ter comigo de certeza e vai recair em cima de mim, tenho a certeza disso e isso era o que eu não queria mesmo nada mas quem bem faz mal atrai e mal vem mal vai e quem de mau tem muito de mau dá pouco e o mau fica dentro e torno-me num buraco negro de emoções e já nem sei quais são as reais e de repente tanto quero desaparecer do mundo como quero voltar àquele lugar que tanto quero ir mas resisto e não vou e caminho lentamente ao sabor da chuva a cantar o mais alto possível porque é assim que a vida deve ser levada, porém este canto é um lamurio mas eu não me importo porque não quero saber o que se passa à minha volta apenas me quero definir e voltar onde esteja o ponto zero ou ainda melhor, tornar-me mais e mais ainda e é assim que todos os dias tenho passado sem saber bem o que digo mas depois também posso falar do estar cansado, realmente muito, e assim passo, eu, os meus dias, grandes dias, pequenas noites mas grandes dias, cansado, arrasto-me, por aí, mas não importa, porque depois, volta a força que me leva e me agarra não sei para onde ir e volto à chuva e canto a gritar sem que ninguém perceba bem porque a rua está vazia mas isso talvez seja falso e eu é que o veja assim mas ainda não pensei sobre isso apenas me veio essa luz agora e depois chegaria a casa mas não a minha mas afinal sim é à minha porque não irei a casa alguma que minha não seja e sejamos metafóricos por assim ser e volto a ficar cansado, tão cansado, e paro, e volto, repentinamente, a parar, e pensar, será que vale a pena, parar, no meio do vazio, que é o buraco negro, que sou eu, e as minhas emoções, e depois volta, a adrenalina de fugir deste mundo e percorrer todo um subterrâneo e todo um universo paralelo em que renasço da cinza da qual acabei de me tornar e depois esvoaço outra vez mas isso é sempre assim e todos são assim não sou só eu e como eu não sei como ser volto a casa e em casa perguntam-me novamente o que tenho e como estou e como está esta casca aqui fora que só serve para escrever o que estou a pensar e depois volto a mim e digo não se passa nada e a partir daí fico cansado, intensos momentos, fatigam qualquer alma, mas já não sei do que é, mas o que eu acho, é que vou voltar a dormir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, tirem o que precisam, curiosidades, tudo o que quiserem, o resto deitem fora, eu não vou reler. Exausto, completamente.&lt;b&gt;Agora a minha explicação.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que faço quando a parede que está em cima de mim, à qual eu chamo tecto, se abate sobre mim e me esmaga no chão? Que fazer quando a parede por baixo de mim, à qual eu chamo chão, me esmaga contra o tecto como se um elevador me esmagasse contra uma cortina de betão? E que fazer quando não há mais paredes, às quais eu chamo casa, abrigo, calor, amor, lazer, querer, temer, jogar, brincar, sofrer, falar, voar, cair, chorar, sorrir... enfim, sentir?&lt;br /&gt;Quando Ícaro se derramava pelos céus até embater no betão duro que seria a água do mar Egeu que sentiria o seu pai que, aos prantos, prosseguiu para a costa siciliana? Que voz dentro dele foi morta só "porque sim" e porque um sonho falou mais alto? Que figura, seja cristã, ateia, mitológica, o que seja, deseja ver o que precisa no momento, cair em pedaços e desaparecer para o nunca ou para o sempre? Qual é a dor do sempre? E a dor do nunca?&lt;br /&gt;Aqui vai a diferença sentida.&lt;br /&gt;A dor do sempre é aquela em que sabes que o que fizeste é errado, que o que fizeste não devias ter feito, que o que fizeste é algo que vais repugnar.&lt;br /&gt;A dor do nunca... é pior, simplesmente é saberes que fizeste mas não fizeste, que foi mas não foi, que era mas não era, que seria mas não será.&lt;br /&gt;A partir daqui, que sentiria Dédalo, ao ver Ícaro cair, por seguir um sonho e não as suas indicações? Sentia o fim do mundo, sentia o adeus, sentia o mar, o céu, a ira divina, a vitória derrotista ou a derrota vitoriosa?&lt;br /&gt;Nenhuma delas.&lt;br /&gt;Sentia falta da sua...&lt;br /&gt;&lt;i&gt;...casa.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1291185052491530780-8927713622875296399?l=o-intermediario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-intermediario.blogspot.com/feeds/8927713622875296399/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://o-intermediario.blogspot.com/2011/11/inconscientemente-em-casa.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1291185052491530780/posts/default/8927713622875296399'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1291185052491530780/posts/default/8927713622875296399'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-intermediario.blogspot.com/2011/11/inconscientemente-em-casa.html' title='(in)conscientemente em casa'/><author><name>Hugo Lopes Martins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07104710232763003933</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='17' src='http://4.bp.blogspot.com/_XefhjuZnUhA/SXuWvmmUhhI/AAAAAAAAAAM/7qBWZgSoNmA/S220/DSC01427+-+C%C3%B3pia.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1291185052491530780.post-8398491461934799572</id><published>2011-10-10T16:01:00.001-07:00</published><updated>2011-10-10T16:01:52.727-07:00</updated><title type='text'>contra as armas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Venho aqui vingar-me, por ordem do próprio, contra as armas da injustiça.&lt;br /&gt;Por quem passam destroem e devastam ao máximo o que naturalmente está perfeito e esta sátira torna-se vingativa e, de repente, todos se vingam. Pois a minha vingança é calada. Agora ela sai.&lt;br /&gt;Se não sou exemplo a seguir então ninguém o é, e disso tenho a plena consciência. Se fraco chamam ao que mais forte é que fará de outrem? Covarde? Triste? Incompetente? Eu chamo-lhe desesperado de atenção, àquele que tudo faz para se mostrar superior e acaba na sarjeta... ou pior, mas isso não me compete a mim avaliar. Entretanto fazem-me o mesmo. Pois sangue azul não será vermelho nunca e da nobreza ninguém cai, de nobre que é, humilde poderá vir a ser, se a cabeça em cima dos ombros estiver. O pior é quando o azul esgana a visão e enubla todo o campo vasto que à frente se estende, e é aqui que se grita.&lt;br /&gt;Mas isto é o caminho contrário ao que se deve fazer. Se gritas, expeles o demónio para o exterior e em vez de o deixares ir prende-lo com as mãos, o que de melhor nada acrescenta, apenas torna mais violento o acto. A vingança serve-se de uma forma muito mais discreta. Basta esperar que alguém a faz por nós, se não for o mesmo que nos atacou, e assim se bate a injustiça.&lt;br /&gt;A mim perguntam-me, então e achas que acabará aqui a injustiça?, ao que eu respondo, claro que não, mas és tu que controlas se a queres ou não, e daí és tu que controlas um jogo que ninguém controla, não és um robot mas tens mais visão que os que um palmo à frente não vêem e tentam arranjar mil e uma maneiras de escapar à dor; pois tu és superior e tu sofres de cabeça erguida; independentemente da merda que estejas por dentro por fora estás sempre alegre, amigo, bem-disposto, sempre presente; pois guarda o teu interior para ti e para o próximo de ti pois nunca saberás se a confiança chegará cedo ou tarde e isso só depende de uma visão hipotética de possibilidades imorais sobre as quais nunca consegues pensar mas sim confiar, ou seja, nesta merda toda, que nome diferente não tem, nem que a repetição se torne exaustiva não arranjarás outro, ou confias ou confias, tens as costas ensanguentadas das contínuas facadas que te dão a torto, a direito, a oblíquo, seja o que for, mas continua, haverá alguém como tu, com os mesmos valores, as mesmas perguntas, o mesmo sentido, a mesma definição, a mesma fibra e o mesmo raciocínio, com uma capacidade parecida, e aí poderás ensinar o que te estou a ensinar. Poderás ensinar o amor, a amizade, o carinho, a vida em si, os significados, sem que essa pessoa pense que estás melancólico, falso, frio, triste, contente, o que seja, mas que apenas queira aprender daquilo que tens a dar sem contrapor nada e sem julgar aquilo que poderás ensinar de errado mas sim vendo o teu ponto de vista e a congratular-te pela tua capacidade de pensar em algo com cabeça, tronco e membros por ti próprio. Quando esse dia chegar, agarra essa pessoa e não a largues; até lá, limita-te a viver, experimentar, saborear, eliminar limites, apanhar pedras, atirar conchas, respirar o ar do campo, sentir as mãos calejadas do teu pai, a voz alegre da tua mãe, a pele macia da tua irmã, a vida da tua outra irmã, limita-te a ti, aos outros, cria círculos, vibrações, amizades, tremores, sentimentos, paixões, despertares, penumbras, eclipses, e aí, sentirás, que, afinal, és algo, és alguém, e mereces ser o que quer que sejas, desde que não escapes às regras. Sê nobre, humilde, forte, fraco, paciente, sensível, resistente, rápido, calmo, ágil. Sê inteiro e não desistas do que és mesmo que aos outros não agrade; pois o que tu és é uma dádiva dada a ti e aos outros que queiram seguir a vida de um amigo ou colega e o que não és os outros tentarão ser para que tenham algo que não tenhas e que a partir daí sejam superiores a ti. Pois pensa que isso é o oposto da realidade, na verdade, quem supera é quem não mexe, como já sabes, a vingança não se provoca, espera-se por ela e, do mais simples toque ou gesto, ela acena ao teu lado. Porém lembra-te: serás melhor se não esperares por ela e sim se nunca a esperares e ela acontecer. É isso que te faz como um e não partes.&lt;br /&gt;E foi isto, foi isto que eu me disse a mim mesmo, e foi isto que aconteceu. E assim me vinguei contra a injustiça que por mim recai, e é assim que continuarei até que acabe a fonte de tal perjúrio. Talvez um dia improve mais, talvez me mantenha assim. Enquanto assim estiver… mal não estou.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1291185052491530780-8398491461934799572?l=o-intermediario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-intermediario.blogspot.com/feeds/8398491461934799572/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://o-intermediario.blogspot.com/2011/10/contra-as-armas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1291185052491530780/posts/default/8398491461934799572'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1291185052491530780/posts/default/8398491461934799572'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-intermediario.blogspot.com/2011/10/contra-as-armas.html' title='contra as armas'/><author><name>Hugo Lopes Martins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07104710232763003933</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='17' src='http://4.bp.blogspot.com/_XefhjuZnUhA/SXuWvmmUhhI/AAAAAAAAAAM/7qBWZgSoNmA/S220/DSC01427+-+C%C3%B3pia.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1291185052491530780.post-8400292367638524250</id><published>2011-09-14T16:23:00.000-07:00</published><updated>2011-09-14T16:25:42.327-07:00</updated><title type='text'>finalmente</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Finalmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Posso falar do que sempre fui e sou e serei mas isso nem eu sei, sei que hoje serei o poeta urbano e que disto não passarei.&lt;br /&gt;Sou um intermediário de sentimentos, sou aquele que os profana e divulga e apesar disto tudo deixo-os agora fluir sobre mim, corram, fujam, espalhem-se e tragam luz ao mundo! Sento-me com os cigarros e falo com eles, enquanto eles encolhem sobre as minhas iras e raivas que rolam pelos olhos abaixo e se escoam para o além. Porém, como o cigarro acaba estas também e estou agora com o cigarro a encolher-se como um amigo que se debruça sobre mim, tal como a doença que porto neste exacto momento que me deporta para outros locais nos quais eu não posso entrar e por vezes esta doença mata-me por segundos. É o delírio, gosto dele. Apesar de o estar a controlar e a fazer desaparecer.&lt;br /&gt;Perda de peso, dor de cabeça e peso sobre mim é o que sinto. Estou vazio, é a verdade. Porém, acabou-se o cigarro e regressou a luz e olho, vejo, reparo, caro saramago não de nome mas sim de nomeada, coisa que raro é o ser humano que sabe, que apenas é um erro o seu nome, e reparo que não reparava em nada. Reparo que o bonito nem sempre é belo e que isso deveria estar sempre entranhado em mim, lembrando-me de quem eu sou, um humilde ateu que a deus nada prova nem sabe porque cá o colocou sem realmente o colocar. E sim, essa é a luz que não via há já muito tempo, que para mim é breve na idade do ser mas não na idade do estar pois essa para mim muito está e muito esteve, estando há já muito a esvair-se em algo que não sangue, que não alma, que não aura, que seja algo! que algo seja! que me leve, ao menos, que me deixe! mas não deixará. E velho continuarei a ser apesar de ninguém o ver, ou melhor, reparar.&lt;br /&gt;Disseram-me que a inteligência não é tudo e eu respondo pois a ganância de a ter também o não é e é assim que me aproveito; sei o que tenho que saber, não preciso que os outros saibam o que sei pois o que sei é meu e só meu e essa sabedoria não sai da caixa que tenho à minha frente enquanto a minha vida – ou lá o que quer que seja – caminha para ela. Não se contraria a verdade, apenas se difunde o que se quer ser e nunca será e isso eu nem quero nem desejo, apenas sou eu que aqui estou, com fases melhores, fases piores, mais pontuação, menos, raiva, dor, alegria, algo seja. Politicamente falando, inteligente é aquele que disso não se cobre mas sim aquele a quem ela vai e vem, e vem e volta.&lt;br /&gt;Tenho sobre mim muitos olhos de falcão, pois não sei o porquê deles; acordem eh-là-oh! obrigado senhor Pessoa! sou igual a vós, vejam o meu sangue vermelho-bem-escuro que me revela o olfacto e gosto a ferro e ferrugem que escorrem até órgãos que música não dão mas permitem a esta alma dá-la a alguém que a queira, vejam que são inteligentes se o quiserem ser e o não ansiarem, vejam que vos digo isto enquanto nada a fazer tenho, algo isto quererá dizer nas entrelinhas! Vejam a parvoíce do que estão a ser e divulguem-se pelos outros a vós iguais, esforcem-se, conquistem-se, admitam que mais nada são que meros mortais, como eu! Rastejando para a cova! Fazendo trinta-por-uma-linha para voltar às cinzas da terra! Deixem-me em paz, ser quem sou, desdobrem-se sobre a vossa verdade, deixem a minha! Eh-là-oh!&lt;br /&gt;Aqui afirmo que sou feliz e serei até morrer pois conheci o meu mundo, não o mundo mas sim o meu e sei do que ele precisa e o que ele vale para mim, e isto sim é felicidade. Não, ninguém lhe tocará, nunca ninguém tocou e nunca eu o vou deixar. Haverá sempre a casca do mundo e a casca do meu mundo, haverá a minha lembrança de correr descalço na aldeia – já muito vaga do tempo que tem passado não sobre todos mas sim sobre mim – e haverá a lembrança das terras da minha aldeia, ninguém poderá saber das minhas, pois é a minha sensação que está em jogo, e sentir por mim ninguém o fará. E é por isso que estou feliz. Porque voltei a sentir e sentir é simplesmente respirar o cigarro que acabei de pegar com a sua fumaça e expeli-la para voltar ao seu rumo. Sentir um arrepio enquanto esta fumaça sai, sentir o calor da minha casa de infância, não físico pois aí é muito fria, mas psicológico, sentir fantasmas do passado, do meu passado, sobre mim e reflectir, reflectir na minha vida, não no que escrevo pois simplesmente estou a descrever o que sinto agora, mas sim na vida, na idade e na relatividade do tempo.&lt;br /&gt;Hoje sou apenas um poeta urbano, daqueles que nada sabem e nada querem saber, os que só sabem que nada sabem, quais Sócrates e Platão, daqueles que não querem nada a não ser o querer e finalmente me sinto bem.&lt;br /&gt;Por fim acaba-se novamente um novo cigarro e que ironia que a vida é. E assim me despeço.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1291185052491530780-8400292367638524250?l=o-intermediario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-intermediario.blogspot.com/feeds/8400292367638524250/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://o-intermediario.blogspot.com/2011/09/finalmente.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1291185052491530780/posts/default/8400292367638524250'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1291185052491530780/posts/default/8400292367638524250'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-intermediario.blogspot.com/2011/09/finalmente.html' title='finalmente'/><author><name>Hugo Lopes Martins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07104710232763003933</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='17' src='http://4.bp.blogspot.com/_XefhjuZnUhA/SXuWvmmUhhI/AAAAAAAAAAM/7qBWZgSoNmA/S220/DSC01427+-+C%C3%B3pia.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1291185052491530780.post-8135152361219163597</id><published>2011-08-23T17:14:00.000-07:00</published><updated>2011-08-23T17:16:06.065-07:00</updated><title type='text'>Beast(s)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Today I feel like a beast.&lt;br /&gt;E assim começo algo que é de agora e só de agora e me pergunto o que faz o ser humano num caso de rejeição por parte de outro, algo que nunca pensei nem nunca tive de o pensar; entretanto dias negros aproximam-se agora sobre mim e sobre tudo tenho que estar alienado ao conhecimento e pensamento do tudo sobre, e eu que lá sei sobre a rejeição retirando a parte de ser um rejeitado mesmo sem o saber por valores acima da minha personalidade – ou até carácter – formados em que se pode denominar de culpado o sistema, mas o que é o sistema, isso não sei nem ele sabe, apenas coordena algo e o algo acontece, pois assim é a lei da vida. Pois agora penso sobre este sistema e só quero destrui-lo ou destruir-me ao destrui-lo mas é o que quero e penso que quero pois o sistema rejeita-me e este é o sentimento que dou de volta não pagando na mesma moeda mas sim fazendo pior ainda, e será por isso que sou humano, pois quero fazer pior do que me fizeram - ou melhor, depende da circunstância – e daí parto para a jornada de batalhar contra algo que a mim é invisível e para os outros apenas lá estará pois não serão eles e sim alguém acima desses.&lt;br /&gt;Pois agora que penso sei bem o que rejeição é e ardor desses poucos há pois sei que um desses sou e mais desse lado não quero estar pois sou um comum cidadão e penso que a nada nem ninguém faria mal para passar por cima de algo que desconheço, provocado este desejo por esse ardor, dor no estômago, e não, fome não será, entretanto, de algo se provará, porventura, e daí vem o trauma psicológico ou até patológico da descoberta do que realmente se trata o inferno cercado deste sentimento e isso é indescritível, é chorar por ser vazio e ser cheio ao mesmo tempo pois vazio não se está e cheio só de água mas disso ninguém se lembraria na altura, é gritar sem cordas vocais, pois ninguém ouve tal barulhento clamar de chamas que me levem para os piores calabouços do mundo, aqueles que de grades carecem e aberturas não tem, rodeadas de almas penadas ou depenadas ou repenadas ou algo que sejam ou que não sejam ou que fossem ou seriam, algo assim, nem sei, pois sou rejeitado mas não quero pedir por isso nem por nada mais. É também lutar contra o movimento, como se o repouso tivesse que se obter contra todo o músculo para ficar quieto e sofrer por algo que nosso deveria ser e no momento não é. Pois é esta a imagem da rejeição, uma cara pálida, lágrimas escorridas sobre um colo sentado numa cadeira de madeira forte, sem se mexer, de boca escancarada, expressão de terror – pois não será isso uma doença – e disso não passamos todos nós.&lt;br /&gt;Sim, é verdade, disso não passaremos. E porquê? Porque nós somos o sistema. Somos grande parte do mundo. Os únicos que o gerem. O sistema em si e os seus eixos geradores, essa é a verdade. E a partir daí eu sou um mau Homem, tu também e eles também, pois sou esquizofrénico e sadomasoquista, pois vejo coisas que sou eu, penso coisas contra mim e, sobretudo, sinto o desejo de chorar, gritar, lutar e morrer sempre contra mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;What a beasts we’ve all became.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1291185052491530780-8135152361219163597?l=o-intermediario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-intermediario.blogspot.com/feeds/8135152361219163597/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://o-intermediario.blogspot.com/2011/08/beasts.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1291185052491530780/posts/default/8135152361219163597'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1291185052491530780/posts/default/8135152361219163597'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-intermediario.blogspot.com/2011/08/beasts.html' title='Beast(s)'/><author><name>Hugo Lopes Martins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07104710232763003933</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='17' src='http://4.bp.blogspot.com/_XefhjuZnUhA/SXuWvmmUhhI/AAAAAAAAAAM/7qBWZgSoNmA/S220/DSC01427+-+C%C3%B3pia.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1291185052491530780.post-4145417090977589141</id><published>2011-08-18T18:27:00.000-07:00</published><updated>2011-08-18T18:54:50.668-07:00</updated><title type='text'>Headache strikes again.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje seria um bom dia se esse dia meu não fosse e não mo roubassem mesmo debaixo da minha superficial visão. Sem nada a fazer desconcentro-me do mundo e vejo o meu mundo; como estou eu lá e como irá a luta pela batalha que será a luta por uma só luta e nada mais que isso pois tudo aquilo meu já é e reconquistá-lo de nada serve se meu e só meu será? Bem, parece que menos confuso que o mundo que é meu mas também é dos outros e que estes dele não cuidam e apenas o querem distorcer para uma versão mais insólita do afagável presente que dão a toda a comunidade que isso não quer mas isso não pára, resumindo, serão eles os piores culpados de sempre, tal como criticado Salazar seria quando nada fazia mas sim a PIDE de governo se mantia com a governanta ou supostamente uma tal senhora que deste pobre senhor apenas cuidava mas cuidava muito mais que os cuidados dados a uma casa, e assim se criou um Salazar monstruoso quando um cão seria e nada mais sem isso ser. Pois bem, se nós destruímos nós criamos e vice versa, então porque não fazemos isso agora e lutamos por algo que deveria ser nosso, pela pátria já vendida a uns quaisquer tubarões europeus? Se de português me trato de batalhador me chamam e de desistir nunca me acusaram, porém há muito luso que é menos ibérico que o esperado. É triste para a minha consideração mas é a verdade. Continuando.&lt;br /&gt;Porém, hoje, após a enésima reconquista do meu mundo sobre o mundo de não-sei-bem-quem, talvez um Bonapartista qualquer ou um qualquer Nazi, eu sei lá, o meu mundo ficou sem ninguém e é triste ver ninguém e ninguém povoar o meu mundo e ninguém lavrar as terras, ninguém sujar as mãos - eu até acho que esse tal ninguém roubou todas as árvores de fruto, mas nem me importo - e olhei finalmente para uma coisa que pouca gente vê em si mesmo, algo que me desesperou tal é a sua conspurcação momentânea e chocou-me que assim esteja, algo que tudo tem para brilhar e nada faz para cuidar e a culpa é minha e só minha e nunca a tinha pensado pois nela ninguém pensa e dela nada se faz a não ser toda a simples partícula do ser e de ser ou sentir, sendo esta maravilhosa descoberta algo que em filmes se chamou de perfume mas que eu chamo de outra forma escrita mas não física pois ela não é visível nem mesmo num espelho nem microscópio por mais avançado que seja - a essência do ser.&lt;br /&gt;Entristece-me a minha tristeza, endoidece-me a minha loucura e mata-me a minha morte, pois isso sou eu e essa é a minha essência e dela nada posso fazer a não ser pensar nela e vê-la no meu mundo que só é meu e de mais ninguém; pois hoje decidi pôr mãos à obra e remediar aquilo que remédio não tem - eu próprio - e transformar isso em algo palpável e traduzível em algo que nem sei pensar o que será. Pois tornei-o caçador de sonhos, tornei-o imparável, tornei-o incansável, tornei-o insubstituível, tornei-o melhor e torná-lo-ei melhor ainda.&lt;br /&gt;Obrigado a quem nada fez para isso e um até sempre ou até nunca, pois quem serei eu amanhã? Não o mesmo de hoje decerto, por isso adeus a quem me quer assim e até amanhã a quem me quer melhor.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Come ride with me&lt;br /&gt;Through the veins of history&lt;br /&gt;I'll show you how god&lt;br /&gt;Falls asleep on the job&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;And how can we win&lt;br /&gt;When fools can be kings&lt;br /&gt;Don't waste your time&lt;br /&gt;Or time will waste you&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No one's gonna take me alive&lt;br /&gt;The time has come to make things right&lt;br /&gt;You and I must fight for our rights&lt;br /&gt;You and I must fight to survive&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No one's gonna take me alive&lt;br /&gt;The time has come to make things right&lt;br /&gt;You and I must fight for our rights&lt;br /&gt;You and I must fight to survive&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No one's gonna take me alive&lt;br /&gt;The time has come to make things right&lt;br /&gt;You and I must fight for our rights&lt;br /&gt;You and I must fight to survive &lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;Knights of Cydonia - Muse&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1291185052491530780-4145417090977589141?l=o-intermediario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-intermediario.blogspot.com/feeds/4145417090977589141/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://o-intermediario.blogspot.com/2011/08/headache-strikes-again.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1291185052491530780/posts/default/4145417090977589141'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1291185052491530780/posts/default/4145417090977589141'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-intermediario.blogspot.com/2011/08/headache-strikes-again.html' title='Headache strikes again.'/><author><name>Hugo Lopes Martins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07104710232763003933</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='17' src='http://4.bp.blogspot.com/_XefhjuZnUhA/SXuWvmmUhhI/AAAAAAAAAAM/7qBWZgSoNmA/S220/DSC01427+-+C%C3%B3pia.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1291185052491530780.post-6805436261422654793</id><published>2011-08-15T18:10:00.000-07:00</published><updated>2011-08-15T18:42:17.739-07:00</updated><title type='text'>antigo desabafo, novo pensamento</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O quão farto alguém pode ficar de tudo? A força esvai-se, finalmente, em mim, a cabeça pesa e os ombros caem tal como o carro destroçado que na curva feriu o triste transeunte da calma e pacata vila e quem viu? Ninguém viu, ninguém sabe, todos se encobrem a todos e apenas os falhados permanecem de fora. Quem sabe o que aconteceu ao pobre homem, quarentão de espírito valente, que por monte abaixo rolou? Quem sabe se sobrevive numa cama hospitalar ou permanece no gelo da morgue fechada a mil chaves, se ele estaria ali com algum propósito ou que simplesmente iria ver a família, afagar o gato que por ele mia e continua a miar, o cão que uiva mais alto que qualquer humano pode gritar, a mulher que ele veria e decerto beijaria pelos seus vinte anos de casamento mal-finalizados? E quem sabe onde ele está? Quem sabe quem é ele?&lt;br /&gt;Eu sei, sou eu.&lt;br /&gt;Por aqui finaliza-se a tempestade e a chuva funde-se em pequenos rolos de furacão de onde para lado nenhum partem, permanecem no ar sem sentido, procurando a devastação que teriam algum dia decerto causado piores efeitos. Une-se a eles o carrossel da vida e a vida é tirada do carrossel e eu permaneço, sem vibrar, sem mexer. A chuva não me toca, o vento passa por cima e o carrossel tirou-me apenas tudo o que era meu. Agora sim, sou vazio.&lt;br /&gt;Porém, quem vou eu ser senão o vazio eu, senão o fogo que combate a água, a terra espalhada ao vento, a falta de força contra o carrossel? Que era de mim se não lutasse contra o impossível? Eu nasci, cresci e sempre vivi o impossível, tenho provas, tenho memórias, e daí ninguém me tira. Sim, sou vazio, mas quem se importa? O vazio é o melhor pois o cheio consome, endoidece, entristece, mata, rouba, tudo, tudo, tudo, e o vazio nada, excelente em nada, pois eu sou assim, pobre diletantismo este, mas isso ninguém me tira.&lt;br /&gt;A força sou eu que a crio para mim, fé em mim mesmo e em nada mais, poder a quem dele necessita, buracos a quem esconder se quer, arma a quem violência se permite, nada a quem nada quer e tudo a quem tudo precisa. Afinal quem sou eu?&lt;br /&gt;Estava na estrada da minha nobre vila e oiço um carro a aproximar-se, rajadas de vento superiores a 120km/h, uma tempestade formada nos céus e eu a caminhar para rever a minha família, os animais, a casa. Repentinamente repara-se ao longe nas fortes guinadas do veículo que, acidentalmente, dirigia-se na minha direcção. E eu fui o único, apenas eu, que fiz o que ninguém conseguiria. Eu parei o acidente. Eu sofri por todos os envolvidos. Consegui impor-me contra a própria natureza. E coloquei a minha mala de viagem na direcção do carro. Esta fez o que o destino que lhe proporcionei ordenava, enfincou-se numa das rodas do carro, fazendo-o bater contra os separadores laterais e parar. E assim me salvei, assim salvei o pobre condutor que fora enganado pela tempestade e enganei a própria natureza.&lt;br /&gt;Tudo tem uma conclusão, um desfecho e nem todos são o doce para sempre; o meu desfecho é que continuo, como sempre, de cabeça erguida, sem nada, é verdade, mas de cabeça erguida. Muita gente não a pode ter por falar mal de outrem, prejudicar outrem, magoar outrem, ferir outrem e por aí, pois eu levanto-me e digo, com toda a voz da razão que por mim passa, sou superior. Sobrevivo. Vivo. E estou vivo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1291185052491530780-6805436261422654793?l=o-intermediario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-intermediario.blogspot.com/feeds/6805436261422654793/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://o-intermediario.blogspot.com/2011/08/antigo-desabafo-novo-pensamento.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1291185052491530780/posts/default/6805436261422654793'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1291185052491530780/posts/default/6805436261422654793'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-intermediario.blogspot.com/2011/08/antigo-desabafo-novo-pensamento.html' title='antigo desabafo, novo pensamento'/><author><name>Hugo Lopes Martins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07104710232763003933</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='17' src='http://4.bp.blogspot.com/_XefhjuZnUhA/SXuWvmmUhhI/AAAAAAAAAAM/7qBWZgSoNmA/S220/DSC01427+-+C%C3%B3pia.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1291185052491530780.post-4083222656830179182</id><published>2011-01-16T07:55:00.000-08:00</published><updated>2011-01-16T08:21:06.262-08:00</updated><title type='text'>super(nova)</title><content type='html'>&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Estou de volta, de volta eu estou.&lt;br /&gt;Se não me escrever, alguém sabe onde vou?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Lua. Lua que alimentas a força terrestre, Lua que virgem eras e virgem deixaste de o ser pela conspurcação das teorias americanas da minha, dele, dela, nossa, deles, delas permanência em teu solo já conhecido, outrora mistificado, sempre permitido à sua periferia irreal ou inacessível.&lt;br /&gt;Lua, que de atmosfera nada tens, que te fizeram Lua? Conheceram-te? Exploraram-te? Imaginaram-te? Que podes fazer? Passei pelo mesmo, não posso fazer nada, tal como tu. Lua, eu gosto muito de ti porque para mim brilhas, tal como eu faço para com o próximo, e de tão parecidos que somos ambos temos um problema, assim sendo, sendo assim. Fomos glorificados pela glória de especulações teóricas sobre as teorias do ser e do fazer, fomos atingidos demais pelo Sol brilhante que demais nos magoou, fomos culpados pela magnitude de todo o acontecimento que ocorrera à noite, pois nunca se referem que tudo passa sobre a nossa luz, e sim sobre uma luz material, comprável por assim dizer, rica na mentira do calor que supostamente me daria na sua forma patranha de estar e conviver com as outras materialidades do mundo.&lt;br /&gt;Lua, fomos um embuste enquanto aos outros, mas seremos culpados pela nossa estática de girar em torno da Terra e pela luz transmitida pelo "todo-poderoso" Sol, que se rebate em nós voltando-se para o globo azul, dando a claridade nocturna, sem a qual ninguém viveria?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu aposto que tu sabes uma coisa, eu quero saber uma coisa, temos os dois vantagens a ganhar, eu a sabedoria, e tu o diálogo com alguém  parecido contigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabes, eu vou-me explicar enquanto me tentas infindavelmente conhecer. A minha dúvida é enquanto à tua natureza mas não só, baseio-me ainda na tua sobrevivência. O teu charme autónomo baralha-me, sabendo eu o quão divertida és e também apta a irritações extremamente fáceis. Mas não é por aí, é sim a seguinte questão: porque aguentas tanto tempo a demonstrar a mentira, porque não colocas um ponto final nas maldades do Sol, porque o encobres sempre, reflectindo a luz que dele provém, só para dizeres que nós o merecemos tanto de noite como de dia, se até ele o nega, escondendo-se noutra parte do mundo, enganando os outros humanos como connosco faz durante doze horas seguidas? porque aguentas a sua radiação diariamente para nos mostrares que ele é bondoso, que apenas está aqui para nos manter vivos, fortes, saudáveis, quando claramente ele nos enfraquece? Porque és tão bondosa connosco ao ponto de guardares a radiação deste e apenas nos enviares a claridade saudável? Não percebes que te faz mal esta exposição à sua falsa luz que de bom nada tem? Porque sóis há muitos, a nós apenas nos calhou este, mas temos que dele gostar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninguém se lembra de perguntar isto, mas estou preocupado contigo, como sei que o estás comigo. Como estás Lua? Diz-me como estás e, já agora, vou fazer uma pergunta irónica ao nosso consórcio, então...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1291185052491530780-4083222656830179182?l=o-intermediario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-intermediario.blogspot.com/feeds/4083222656830179182/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://o-intermediario.blogspot.com/2011/01/estou-de-volta-de-volta-eu-estou.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1291185052491530780/posts/default/4083222656830179182'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1291185052491530780/posts/default/4083222656830179182'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-intermediario.blogspot.com/2011/01/estou-de-volta-de-volta-eu-estou.html' title='super(nova)'/><author><name>Hugo Lopes Martins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07104710232763003933</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='17' src='http://4.bp.blogspot.com/_XefhjuZnUhA/SXuWvmmUhhI/AAAAAAAAAAM/7qBWZgSoNmA/S220/DSC01427+-+C%C3%B3pia.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1291185052491530780.post-5647908978878085161</id><published>2010-03-26T16:24:00.000-07:00</published><updated>2010-03-26T16:47:23.457-07:00</updated><title type='text'>nova(mente)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;...e o sol, que tal vai o sol? O sol vai lá no alto de tudo... Não, afinal o sol está bem no centro do Universo; que sol este comparado com coração que necessitamos para viver. Esquecemos que o sol nos dá prazer, é verdade, mal nos bate um raio luminoso na cara após uma chuvada intensa de um inesquecível tórrido Junho inexistente enriquecemos de sentimentos calorosos que se interligam com o centro que não é o som, mas sim o nosso sol, o coração.&lt;br /&gt;Este sol que é o sol sendo o nosso sol e não o sol meu ou teu acabar-se-á um dia, tal qual o sol que não é o nosso sol mas é o meu e teu sol, mas este não se acaba mesmo, continua no mundo enquanto o primeiro sol durar. Mas será que este sol que não é sol continua o mesmo?&lt;br /&gt;O sol afinal é estranho, porque sóis há muitos mas nenhum tem dono, perceber-se-á isso devido à ousadia de se dizer que um coração nos pertence, quando afinal esse sol irradia milhões de raios calorosos e, de vez em quando, atinge exactamente o que quer atingir; é certeiro.&lt;br /&gt;Esqueci-me de uma parte: o sol provoca cancro na pele. Nem tudo o que é bom faz bem. Nem tudo o que bate mil vezes baterá mil e uma. Nem tudo o que dorme acorda. Nem tudo o que é mau fica bom. E conviver com o mau, com o defeito? Ninguém se habitua à desgraça quando a graça poderá existir? Que erro humano é este? É normal talvez pois errar é humano; então mas se eu consigo lidar com o defeito de fabrico há os mais-que-os-outros que não o conseguem porquê? E mais, se eu melhoro, sou condenado por não melhorar ainda mais? E se ninguém vir que o meu sol está fraco?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sol de verão é o mais apreciado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu prefiro o de inverno. Este sol está coberto por nuvens e neblina e poeira e vapor de água e por ti também e por mim ocasionalmente e por outros e por mais e por menos e por vezes nem me dou conta de tal acontecimento; não deveriam estar todos atentos às estações do ano? Parece que já não existem estações e mais vale destapar o meu sol no seu verão, deixá-lo requisitar a praia que mais aprecie, mesmo que esta não o aprecie ou que esta o aprecie mas não queira ou até mesmo que esta o aprecie. O meu coração não pode estar sempre envolto em águas e pós, tem que infiltrar nele algo, é o que estou sempre à espera que aconteça e geralmente acontece, mas sou eu que infiltro tal algo falado que de algo nada tem mas alguém necessariamente e de necessidade vive ele e para aparar tal necessidade em outrem também é organizado e se outrem não o quiser não se põe à prova e se à prova se puser que me saia bem com o meu estimado sol e sol este que de sol nada tem e não é o nosso sol e não sei se o queres para teu sol mas necessito eu dele para meu sol.&lt;br /&gt;Hoje estou em estado lunático. Ou talvez não. Estará a chover lá dentro? Afinal quero sol, mas o sol que não é o nosso sol, mas sim o meu sol e, se quiseres, o teu também.&lt;br /&gt;Percebes a ironia?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1291185052491530780-5647908978878085161?l=o-intermediario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-intermediario.blogspot.com/feeds/5647908978878085161/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://o-intermediario.blogspot.com/2010/03/novamente.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1291185052491530780/posts/default/5647908978878085161'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1291185052491530780/posts/default/5647908978878085161'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-intermediario.blogspot.com/2010/03/novamente.html' title='nova(mente)'/><author><name>Hugo Lopes Martins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07104710232763003933</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='17' src='http://4.bp.blogspot.com/_XefhjuZnUhA/SXuWvmmUhhI/AAAAAAAAAAM/7qBWZgSoNmA/S220/DSC01427+-+C%C3%B3pia.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1291185052491530780.post-9138325686172511124</id><published>2010-02-07T11:39:00.000-08:00</published><updated>2010-02-07T12:00:49.136-08:00</updated><title type='text'>heroes</title><content type='html'>&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Dear Bobbie,&lt;br /&gt;Do you remember when you were young and very pretty? I do, I remember pleated skirts, black and white sattle shoes. Do you remember dancing that night? I do, I still think of you when we dance, although we cant jitterbug as we did then.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do you remember when&lt;br /&gt;How long has it been?&lt;br /&gt;1945 you opened my blue eyes&lt;br /&gt;To see a whole new life&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do you remember when&lt;br /&gt;I told you this that night,&lt;br /&gt;That if you're by my side&lt;br /&gt;When everyday begins&lt;br /&gt;I'll fall for you again&lt;br /&gt;I made a promise when&lt;br /&gt;I told you this that night&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I'll be fine&lt;br /&gt;When I die, then I die loving you&lt;br /&gt;It's alright, I'll be fine&lt;br /&gt;When I die then I die loving you&lt;br /&gt;Loving you, loving you&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do you remember the times we would give up on eachother and get back together, then we finally was married in 1949. We drove the yellow convertible all night long. Do you remember? I do.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Life has led us here&lt;br /&gt;Together all these years&lt;br /&gt;This house that we have made&lt;br /&gt;Holds twenty-thousand days&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;And memories we've saved&lt;br /&gt;Since life has lead us here&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;And I'll be fine&lt;br /&gt;Cause when I die, then I die loving you&lt;br /&gt;It's alright, I'll be fine&lt;br /&gt;Cause when I die then I die loving you&lt;br /&gt;Loving you, loving you&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I'm coming home to you&lt;br /&gt;Stepping off my shoes&lt;br /&gt;Resting in my chair&lt;br /&gt;See you standing there&lt;br /&gt;The silver in your hair&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I'm coming home to you&lt;br /&gt;When I lay tonight, when I close my eyes&lt;br /&gt;I know the sun will rise&lt;br /&gt;Here or the next life&lt;br /&gt;As long as your still mine, then its alright&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I'll be fine&lt;br /&gt;Cause when I die, then I die loving you&lt;br /&gt;It's alright, I'll be fine&lt;br /&gt;Cause when I die then I die loving you&lt;br /&gt;Loving you, loving you&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;You have gray hair now but you're a beautiful women and the years have been good to both of us. We walk slow now, but we still have eachother. The glue of love is still bonding us together. Love is what I remember. Do you remember?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Yellowcard - Dear Bobbie&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Heróis. Os heróis mantêm-se intemporalmente na memória de qualquer um. Não há a mínima percepção do bem que fizeram, até nenhum este poderá ter ocorrido, entretanto serão sempre heróis. O meu, porém, não é fictício.&lt;br /&gt;As tuas mãos doentes, fracas, porém, sempre quentes e acolhedoras nunca a ninguém nada negaram. Os teus olhos daquele mais puro tom de avelã ainda hoje me abalam. Sempre disposta a um sorriso, a uma carícia, nunca contrariavas uma vontade a quem a pedisse. Sempre austera mas, na verdade, até isso te doía interiormente. O mal não era opção, era criatividade daqueles que da vida não gostam, e tu gostavas.&lt;br /&gt;Tenho uma vontade não finalizada na vida: o ver-te outra vez. Não te pude ver pela última cerimónia, não mo permitiram, mas também não é terrível, tem a sua positividade, o saber que não te vi nessa tamanha dolorosa posição horizontal permite-me continuar a pensar que ainda existes na tua bondosa posição vertical.&lt;br /&gt;Na vida nada vem advertido nem nada se forma por acaso, tudo é agendado, e tu agendaste-me quase quarenta anos antes de eu nascer. Deste vida ao meu sangue sem sequer o saberes. Trataste-me como um filho, apesar de ser um escalão mais abaixo de tal e sempre reagiste de forma positiva a tudo o que de mim vinha, apesar de nem tudo ser por bem.&lt;br /&gt;Ensinaste-me, sem saber, o que é a saudade e a tristeza, mas também és a minha alegria diariamente, porque és a minha vida, e eu amo-te por isso e, apesar de não te encontrares aqui, abraço-te eternamente com um enleamento de um amo-te filósofo e um até já por segundos. Um dia ter-te-ei novamente.&lt;br /&gt;Amo-te avó. Maria Antónia Assua.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1291185052491530780-9138325686172511124?l=o-intermediario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-intermediario.blogspot.com/feeds/9138325686172511124/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://o-intermediario.blogspot.com/2010/02/heroes.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1291185052491530780/posts/default/9138325686172511124'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1291185052491530780/posts/default/9138325686172511124'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-intermediario.blogspot.com/2010/02/heroes.html' title='heroes'/><author><name>Hugo Lopes Martins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07104710232763003933</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='17' src='http://4.bp.blogspot.com/_XefhjuZnUhA/SXuWvmmUhhI/AAAAAAAAAAM/7qBWZgSoNmA/S220/DSC01427+-+C%C3%B3pia.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1291185052491530780.post-2257392314377812133</id><published>2010-01-18T13:19:00.000-08:00</published><updated>2010-01-18T13:59:11.529-08:00</updated><title type='text'>carta ao tempo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tempo. Tu, sim, trato-te por tu, tu que és aquele que me comete e compromete, tu que te lanças no futuro comigo em sombra, tu que me destróis, tu que me constróis. Já te escrevi outrora, sim, é a verdade, e muitas outras vezes também das quais apenas nós sabemos, preservo-as na minha caixa negra, raro nome este, material na verdade o é, apesar de mentalmente obscurecer outros pareceres.&lt;br /&gt;Sim, queixo-me novamente de ti. Talvez me queixe mais a ti do que qualquer outra coisa mas não vou dizer que sim ou que não, revê-te em ti mesmo e saberás. Tu, que me roubas a vida e me esqueces em qualquer outro lugar, devolve-me, por favor, o que outrora me tiraste. Obviamente, agora sofro com a perda, com o que me desesperadamente roubaste, roubo não sendo, mais uma dádiva, sendo que fui eu a pedir-to, e agora imploro-o de volta. devolve-me a peça que falta na minha vida. As janelas parecem-me agora espelhadas, todas, sem excepção, quando sei que o não são. Os carros têm os mesmos tons de cinzento e preto, não consigo diferenciar qualquer um. O meu espaço está subordinadamente gigante e não o percebo, não o quero perceber.&lt;br /&gt;Vim-te dizer também que há algo que pedi para me tirares também mas que, porventura, não conseguiste. Há duas cores que não me roubaste numa só coisa: o verde e o dourado dela. Não percebo. Não consigo explicar. Não prometo o que digo, mas não me conseguirás roubar esta coisa que voltou a crescer em mim e aí está a razão, o seu crescimento. Não o previa, ninguém o previa, ninguém me veria assim, aliás, ninguém outrora viu, pois este cresceu mais que todos os outros juntos, e é pena não haver credibilidade para outrem desta afirmação, pois só eu e tu sabemos meu querido tempo. Deves já perceber aquilo que não me tiraste nem vais conseguir tirar mas ainda gostaria de te descrever a perfeição.&lt;br /&gt;Sempre que vejo um relance dourado não é ele que brilha, sou eu. Não sei se é o reflexo de uma estrela, se é um raio de sol na minha pele, se é a minha alma a fugir de mim, só sei que não encontro maior beleza, e já ouvi dizer que cada pessoa vê uma diferente. Quando vejo aquelas bolas verdes com um pouco de preto centrado deliro, não explico como, mas deliro. Será o meu pensamento fraco, serei eu fraco, será o mundo forte demais, não me importo com tais insignificantes dúvidas, pois tenho momentaneamente a perfeição ao meu lado. E, obviamente, averiguo que é perfeito.&lt;br /&gt;Mas quando não a tenho ao meu lado passo todo o teu corpo, sim, o teu, meu tempo, passo o teu corpo pelo meu e a minha alma roça o meu coração, é inevitável, e chora o meu lado esquerdo, e choro eu. E és tu que me atribulas tal facto, se não fosses tu a passar tão lentamente por mim, se não te importasses e corresses de mim, talvez eu sofresse menos. Não, não me contradisse. Quero mais e menos de ti, tempo, à mesma altura, quero mais de ti com a perfeição e menos de ti sem ela, é isso que te peço desta vez.&lt;br /&gt;Já deves saber o que me roubaste mas eu relembro-te. Houve um dia nosso, eu e tu tempo, só nós, em que eu te perguntei se podia deixar de respirar. Tu disseste que sim. Quando o fiz actuaste e fizeste com que voltasse a respirar. Eu perguntei porquê e tu disseste que haveria alguém que me quisesse mesmo e que, até lá me roubarias, se eu quisesse, a cor da minha vida. Eu acenei com a cabeça e consenti a perda de tal. Mas peço-te que ma devolvas, encontrei esse alguém, encontrei a perfeição, não deixes que ela me abandone, devolve-me a cor.&lt;br /&gt;Sem mais assunto, por agora, despeço-me, tristemente, de ti, meu tempo. Um dia destes volto a falar contigo a sós e conto-te como vou, só a ti, ninguém mais saberá, à excepção da perfeição, se esta aguentar ao meu lado (parece que somos de extremos). Espera-me, como o fazes a todos os segundos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não espero resposta e deixo saudades,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hugo Martins&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1291185052491530780-2257392314377812133?l=o-intermediario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-intermediario.blogspot.com/feeds/2257392314377812133/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://o-intermediario.blogspot.com/2010/01/carta-ao-tempo.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1291185052491530780/posts/default/2257392314377812133'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1291185052491530780/posts/default/2257392314377812133'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-intermediario.blogspot.com/2010/01/carta-ao-tempo.html' title='carta ao tempo'/><author><name>Hugo Lopes Martins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07104710232763003933</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='17' src='http://4.bp.blogspot.com/_XefhjuZnUhA/SXuWvmmUhhI/AAAAAAAAAAM/7qBWZgSoNmA/S220/DSC01427+-+C%C3%B3pia.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1291185052491530780.post-4109491176397730542</id><published>2010-01-02T17:17:00.000-08:00</published><updated>2010-01-02T17:26:51.119-08:00</updated><title type='text'>vou-te imitar Inês :p</title><content type='html'>Nome?&lt;br /&gt;Hugo&lt;br /&gt;Porque lhe deram esse nome?&lt;br /&gt;Ia ser Tiago mas na minha terrinha já havia um e pronto, foi isto que saiu :D&lt;br /&gt;Furos nas orelhas, piercings, Tatuagens?&lt;br /&gt;000, pior que o número da besta&lt;br /&gt;Cor do cabelo?&lt;br /&gt;Castanho&lt;br /&gt;Cor dos olhos?&lt;br /&gt;Castanho&lt;br /&gt;Irmãos?&lt;br /&gt;Duas&lt;br /&gt;Signo?&lt;br /&gt;Carneiro&lt;br /&gt;Peixe ou Carne?&lt;br /&gt;Carne.&lt;br /&gt;Comida favorita?&lt;br /&gt;qualquer coisa com batatas fritas e carne :D&lt;br /&gt;Sobremesa favorita?&lt;br /&gt;Bolo de bolacha&lt;br /&gt;Gelado favorito?&lt;br /&gt;Bem visto&lt;br /&gt;Bebida alcoólica favorita?&lt;br /&gt;Vodka preta ou vodka red bull, é a mesma merda&lt;br /&gt;Bebida não alcoólica favorita?&lt;br /&gt;Coke&lt;br /&gt;Dia favorito do ano?&lt;br /&gt;25 de Abril -.-&lt;br /&gt;Dia da semana favorito?&lt;br /&gt;Sábado&lt;br /&gt;Inverno ou Verão?&lt;br /&gt;Inverno&lt;br /&gt;Beijo ou Abraço?&lt;br /&gt;Os dois :D&lt;br /&gt;Pepsi ou Coca-cola?&lt;br /&gt;Coke&lt;br /&gt;Mac Donald's ou Pizza Hut?&lt;br /&gt;Mc&lt;br /&gt;Manhãs ou Noites?&lt;br /&gt;Noites.&lt;br /&gt;Fuma?&lt;br /&gt;Óbvio.&lt;br /&gt;Palavrões?&lt;br /&gt;Muitos&lt;br /&gt;Perfume?&lt;br /&gt;Muitos&lt;br /&gt;Lado da cama?&lt;br /&gt;Direito&lt;br /&gt;Canta?&lt;br /&gt;Siiiiim&lt;br /&gt;Cor favorita?&lt;br /&gt;Muitas&lt;br /&gt;Filme favorito?&lt;br /&gt;o que vi ontem&lt;br /&gt;Praia ou Montanha?&lt;br /&gt;Montanha&lt;br /&gt;Livro favorito?&lt;br /&gt;Muitos&lt;br /&gt;Que livro está a ler?&lt;br /&gt;MUIIIITOOOOS&lt;br /&gt;Um lugar?&lt;br /&gt;Ao lado dela&lt;br /&gt;Uma música?&lt;br /&gt;Tragicomedia&lt;br /&gt;Uma frase?&lt;br /&gt;'No lo se, de verdad.'&lt;br /&gt;Lugar mais longe onde esteve?&lt;br /&gt;Andorra&lt;br /&gt;É uma pessoa quente ou fria?&lt;br /&gt;Hot&lt;br /&gt;Toma banho todos os dias?&lt;br /&gt;ÓBVIOOO&lt;br /&gt;O que menos gostas em ti?&lt;br /&gt;Nada&lt;br /&gt;O que mais gostas em ti?&lt;br /&gt;Nada&lt;br /&gt;Dá-se bem com os seus pais?&lt;br /&gt;Quando não calha...&lt;br /&gt;Fobias?&lt;br /&gt;Nada&lt;br /&gt;Disciplina favorita na escola?&lt;br /&gt;Isso acabou, faculdade não deixa ter favoritas&lt;br /&gt;No último mês bebeu álcool?&lt;br /&gt;Sim&lt;br /&gt;No último mês fumou ou usou drogas?&lt;br /&gt;Sim/não&lt;br /&gt;Um lugar onde nunca esteve e gostava de ir?&lt;br /&gt;Holanda&lt;br /&gt;Desamarra os sapatos antes de tirá-los?&lt;br /&gt;Nunca&lt;br /&gt;De quem sente saudades?&lt;br /&gt;De alguns amigos&lt;br /&gt;Gosta de pão com quê?&lt;br /&gt;Com nada -.-&lt;br /&gt;Qual é a frase que mais usa no msn?&lt;br /&gt;LOL&lt;br /&gt;Já ficou bêbada?&lt;br /&gt;Nãããão (a)&lt;br /&gt;Dia perfeito?&lt;br /&gt;1012&lt;br /&gt;Quanto tempo deixa tocar o telefone antes de atender?&lt;br /&gt;Bem, depende, se vejo, quem é a pessoa e o meu estado de espírito.&lt;br /&gt;Qual é o primeiro pensamento que tem quando acorda?&lt;br /&gt;'Isto é só um sonho'&lt;br /&gt;Como quer morrer?&lt;br /&gt;Não quero&lt;br /&gt;Há alguém que não te suporte?&lt;br /&gt;Na verdade, muitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obrigado Inêês :D&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1291185052491530780-4109491176397730542?l=o-intermediario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-intermediario.blogspot.com/feeds/4109491176397730542/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://o-intermediario.blogspot.com/2010/01/vou-te-imitar-ines-p.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1291185052491530780/posts/default/4109491176397730542'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1291185052491530780/posts/default/4109491176397730542'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-intermediario.blogspot.com/2010/01/vou-te-imitar-ines-p.html' title='vou-te imitar Inês :p'/><author><name>Hugo Lopes Martins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07104710232763003933</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='17' src='http://4.bp.blogspot.com/_XefhjuZnUhA/SXuWvmmUhhI/AAAAAAAAAAM/7qBWZgSoNmA/S220/DSC01427+-+C%C3%B3pia.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1291185052491530780.post-6464381507939304203</id><published>2009-12-15T13:53:00.000-08:00</published><updated>2009-12-15T14:14:29.191-08:00</updated><title type='text'>algo que surge</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Teria que me acontecer algo de mau/negativo para me ocorrerem milhares de ideias ao mesmo tempo; finalmente vieram. Só quero uma. Vou pensá-la e, ao mesmo tempo, transcrevê-la. Não corrigirei erros enquanto a escrevo e não sei se me vale a pena pensar neste tema, mas nada se cria sem razão nenhuma.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei que lhe chamar já. É algo bom, disso tenho eu a certeza, mas faz sofrer, talvez por minha culpa mas nunca é propositado.&lt;br /&gt;Ias dizê-lo uma vez, mas engatilhaste-te no teu pensamento. Nunca o tentei dizer verbalmente mas digo-te todos os segundos mentalmente essa palavra que não consigo descrever, nem sequer escrever.&lt;br /&gt;Certezas? Nunca tive, não sou de ferro. Não consigo já perpetuar um dia sem pensar neste tema, mesmo que não saiba que estou a pensar nele, mas não saberás por mim.&lt;br /&gt;Sei que tenho errado e errado continuamente; sei que me perdoas e perdoas continuamente. Não sou capaz de dizer que não vou mais errar pois o humano tem uma propensão extra sensorial para errar, e tu sabes bem disso. Se isto que acontece não se designa por esta palavra que não escrevo mas na qual penso todos os dias... não sei que mais será.&lt;br /&gt;Despeço-me da forma mais simples que há; deixo uma música para se ouvir pois é nesta melodia que penso. Espero que um dia percebas que choro e rio por ti, que o sofrimento que, por vezes, te causo, invoco-o milhões de vezes mais forte em mim e, se isto não se chama a palavra que não escrevo, por favor expliquem-ma.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;br /&gt;Repentinamente, fiquei ignóbil e iletrado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;You and Me and One Spotlight - Yellowcard&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1291185052491530780-6464381507939304203?l=o-intermediario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-intermediario.blogspot.com/feeds/6464381507939304203/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://o-intermediario.blogspot.com/2009/12/algo-que-surge.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1291185052491530780/posts/default/6464381507939304203'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1291185052491530780/posts/default/6464381507939304203'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-intermediario.blogspot.com/2009/12/algo-que-surge.html' title='algo que surge'/><author><name>Hugo Lopes Martins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07104710232763003933</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='17' src='http://4.bp.blogspot.com/_XefhjuZnUhA/SXuWvmmUhhI/AAAAAAAAAAM/7qBWZgSoNmA/S220/DSC01427+-+C%C3%B3pia.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1291185052491530780.post-1418757291299181110</id><published>2009-11-22T11:21:00.001-08:00</published><updated>2009-11-22T11:38:48.529-08:00</updated><title type='text'>acto infernal</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A variedade de actuações que o ser humano pode efectuar é instintivamente infinita, não há limites para a imaginação, esta peça fulcral e estonteante é definida pelo nada que, sendo este o tudo, está fora da compreensão humana.&lt;br /&gt;Um acto humano, seja consciente ou não, nunca é feito em vão, tem sempre uma razão, tem sempre derivações; numa questão de milésimos de segundos edifica-se uma acção qualquer, de modo impressionante, sem quaisquer consequências pensadas, estas, pela razão, negativas, ou seja, o ser humano apenas quer ver o positivo dos actos.&lt;br /&gt;Há um tipo de pessoas que não está neste nível. Essas pessoas, calculistas, pensam no bem geral e, mesmo fazendo mal a si mesmos, edificam saúde a outrem, mesmo que ninguém perceba as suas acções. Apesar disto e, tal como já referi, a própria pessoa sofre.&lt;br /&gt;O sofrimento proporcionado a essas pessoas é agonizante, verdade seja dita, mas o sofrimento auto-proposto é, sinceramente, infernal. É óbvio que esta foi uma escolha própria, a de sofrer por outrem, mas, decerto, haveriam outras escolhas.&lt;br /&gt;Mas seriam estas escolhas positivas, ou seja, tão positivas para o bem-estar geral do grupo quanto a que esta é?&lt;br /&gt;Na minha opinião não.&lt;br /&gt;Eu sofro.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1291185052491530780-1418757291299181110?l=o-intermediario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-intermediario.blogspot.com/feeds/1418757291299181110/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://o-intermediario.blogspot.com/2009/11/acto-infernal.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1291185052491530780/posts/default/1418757291299181110'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1291185052491530780/posts/default/1418757291299181110'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-intermediario.blogspot.com/2009/11/acto-infernal.html' title='acto infernal'/><author><name>Hugo Lopes Martins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07104710232763003933</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='17' src='http://4.bp.blogspot.com/_XefhjuZnUhA/SXuWvmmUhhI/AAAAAAAAAAM/7qBWZgSoNmA/S220/DSC01427+-+C%C3%B3pia.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1291185052491530780.post-6470460394248862276</id><published>2009-10-31T16:57:00.000-07:00</published><updated>2009-10-31T17:39:50.626-07:00</updated><title type='text'>Desabafo com o mundo da idiotice</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;(Não sei o que contar ou até cantar hoje, sei apenas que algo sairá.)&lt;br /&gt;Relevo a própria relevância. Porquê? Nem eu sei, mas tentarei descobrir.&lt;br /&gt;Se relevo algo é porque estou interessado nesse corpo ou estado ou sentimento ou... novamente algo. Mas porquê relevar em contraposição a escavar? Estaria também, certamente, contraposto a algo nivelado a zero: certo; entretanto, aquando relevo de algo olharemos para isso com a cabeça erguida, sinónimo de importância e perspicácia, superioridade talvez, enquanto que, em algo escavado, o nosso olhar será baixo, esguio, tal qual amedrontado, qual criatura imunda.&lt;br /&gt;Mas porquê relevar ainda mais algo que já é relevado pela sua própria citação, característica? Bem, se o não relevasse não relevaria nada mais. A própria palavra tem um certo nível de respeito aquando pronunciada...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seria disto que queria falar? Não, é óbvio.&lt;br /&gt;Estou, perdão, fodido da cabeça. Dias negros na história Martiniana, mas não importa.&lt;br /&gt;Já nem consigo pensar (bela esta arquitectura que me está a sair, nem uma milimétrica ideia tenho), tudo isto por sofrimento interior.&lt;br /&gt;Velhas pessoas se foram, novas pessoas vieram. Tudo atormenta a ideia humana de comodismo, principalmente quando alguém se destaca involuntariamente de um grupo. Que se faz nestas perspectivas? Nada, um redondo nada, um estupidificante nada, nada de nada, nada a fazer, there's no solution. Obviamente que as forças de fé, jurisdição esta que tenho em mim próprio, voltarão a actuar sobre este corpo inerte na inércia, qual paradigma refutado, mas, até lá, cá está uma carcaça, usa-a bem.&lt;br /&gt;Se uma vida se inscrevesse numa frase... acabaria o oxigénio mundial nas árvores que abateria para me inscrever nelas... Para alguns, essa frase é curta e pura idiotia, para outros é normalíssima, para aqueles que opinam sobre estados de ser e de ver, bem, para esses, para mim, para ti, talvez, para ele, para ela, para nós, para vós, para eles... essa frase será perfeita, única e, não consequente, infinita. E é porque a vida é pensamento que eu ando para mim, não para outrem, e, interiormente, serei sempre eu, nunca mais alguém senão eu próprio ao mesmo tempo.&lt;br /&gt;Entretanto, onde estarei eu?&lt;br /&gt;Noutro Universo.&lt;br /&gt;Universo Nunca.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Resumo: e eu que jurei que nunca mais sofreria por algo tão estúpido... (sim, é difícil chegares lá, com o tempo percebes ao que me refiro.)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1291185052491530780-6470460394248862276?l=o-intermediario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-intermediario.blogspot.com/feeds/6470460394248862276/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://o-intermediario.blogspot.com/2009/10/nao-sei-o-que-contar-ou-ate-cantar-hoje.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1291185052491530780/posts/default/6470460394248862276'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1291185052491530780/posts/default/6470460394248862276'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-intermediario.blogspot.com/2009/10/nao-sei-o-que-contar-ou-ate-cantar-hoje.html' title='Desabafo com o mundo da idiotice'/><author><name>Hugo Lopes Martins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07104710232763003933</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='17' src='http://4.bp.blogspot.com/_XefhjuZnUhA/SXuWvmmUhhI/AAAAAAAAAAM/7qBWZgSoNmA/S220/DSC01427+-+C%C3%B3pia.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1291185052491530780.post-1170961234186086777</id><published>2009-10-30T15:53:00.000-07:00</published><updated>2009-10-31T17:39:11.187-07:00</updated><title type='text'>Don't try this at home</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;(Sim, hoje estou um pouco mal, já explico.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Consideram-me estranho. Consideram bem.&lt;br /&gt;Quem, na sua perfeita sanidade, odeia praia e adora andar à chuva? Sim, para mim uma constipação é algo maravilhoso. Mas há melhor.&lt;br /&gt;Estou em baixo, esgotado, com a cabeça em mil lugares (qual &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Aleph&lt;/span&gt; arquitectónico) mas não faz mal. É bom estar em baixo, sinto-me mal mas bem, ou seja, polivalente. Passo a explicar-me.&lt;br /&gt;Nos momentos em que baixo a guarda, desisto da vida, desisto do meu corpo, vagueio pelo Universo... nesses momentos eu renasço; este acontecimento é frequente e fantástico, daqui retiro forças para mais um ciclo de boa disposição, alegria e festa.&lt;br /&gt;Estes dias do negro do meu ser são mágicos e oportunos, são de seu mérito a proveniência do meu futuro, da minha luta, são as minhas ideias, o meu aconchego; daí o meu desabafo ser única e exclusivamente perante letras, palavras, frases, parágrafos, textos, pequenos livros. Esta é a verdadeira inspiração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, sou estranho, quem gosta de estar em baixo e guardar tudo dentro de si? Não se entende e não, não quero saber se posso desabafar com este ou com aquele, não aceito tais conselhos; cada um é livre para o que quer, eu sou livre para me aguentar, eu sou livre para estar em baixo, sou livre de ti, sou livre de mim... afinal sou nada, mas no nada está o tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a minha alma anda à deriva... afinal estou em baixo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;(E sim, odeio mesmo praia e a chuva fascina-me.)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1291185052491530780-1170961234186086777?l=o-intermediario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-intermediario.blogspot.com/feeds/1170961234186086777/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://o-intermediario.blogspot.com/2009/10/dont-try-this-at-home.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1291185052491530780/posts/default/1170961234186086777'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1291185052491530780/posts/default/1170961234186086777'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-intermediario.blogspot.com/2009/10/dont-try-this-at-home.html' title='Don&apos;t try this at home'/><author><name>Hugo Lopes Martins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07104710232763003933</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='17' src='http://4.bp.blogspot.com/_XefhjuZnUhA/SXuWvmmUhhI/AAAAAAAAAAM/7qBWZgSoNmA/S220/DSC01427+-+C%C3%B3pia.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1291185052491530780.post-2467481838313355864</id><published>2009-10-30T13:03:00.000-07:00</published><updated>2009-10-31T17:38:34.420-07:00</updated><title type='text'>Desfragmentador de disco</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E se a vida se repartisse?&lt;br /&gt;Em cada desejo há uma verdade e estas nascem de uma variedade múltipla de escolhas. Podemos brincar na maior parte das vezes e talvez tenhamos uma verdade pela frente. Estaremos então a distorcer a verdade em troca de um desejo?&lt;br /&gt;A mentira é sempre prioritária na vida humana; numa acção, digamos, flamejante de difamação, se nesta se encontra a acção, a verdade é pressuposta como algo negativo e, se de negatividade se fala, escavar-se-ão as infra-estruturas na pressuposta presunção do acto de ser falaciosamente positivo: mentir. Será, então, a entrega do ser humano à sua vida um acto falacioso?&lt;br /&gt;A entrega é algo infantil, básico talvez, mas nunca consciente. Apesar de nos entregarmos a quem queremos e a quem um desejo pressupomos estar interligados, esta escolha é intoleravelmente inconsciente, pois o consciente, qual crítico qual quê, é o mestre na procura da imperfeição. Estaremos a deixar a vida andar apenas para uma entrega ao inconsciente?&lt;br /&gt;"&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Al andar se hace el camino&lt;/span&gt;". Mas, como seria de esperar, nós, humanos, passamos a vida a correr e, quem muito corre, muito erra. Esta fase humana é sobejamente impotente tal que não há qualquer controlo sobre as acções que temos e, deste modo, a felicidade será inatingível. Será o ser humano uma máquina de diversificadas brincadeiras complexas?&lt;br /&gt;Porém, o ser humano brinca e, ao brincar, encontra a verdade e, com total auto-controlo, se tal não falhar, e total disciplina, como consciência, encontra a verdade e, por mais dolorosa que seja, esta verdade é regozijadora.&lt;br /&gt;Não é a imperfeição que pára o ser humano, é o pensar que esta imperfeição existe, sem motivos para tal.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1291185052491530780-2467481838313355864?l=o-intermediario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-intermediario.blogspot.com/feeds/2467481838313355864/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://o-intermediario.blogspot.com/2009/10/desfragmentador-de-disco.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1291185052491530780/posts/default/2467481838313355864'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1291185052491530780/posts/default/2467481838313355864'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-intermediario.blogspot.com/2009/10/desfragmentador-de-disco.html' title='Desfragmentador de disco'/><author><name>Hugo Lopes Martins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07104710232763003933</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='17' src='http://4.bp.blogspot.com/_XefhjuZnUhA/SXuWvmmUhhI/AAAAAAAAAAM/7qBWZgSoNmA/S220/DSC01427+-+C%C3%B3pia.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1291185052491530780.post-6266618121825336751</id><published>2009-09-05T13:07:00.000-07:00</published><updated>2009-10-31T17:38:10.333-07:00</updated><title type='text'>talvez seja verdade.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;function disableselect(e){return&lt;br /&gt;false;} document.onselectstart=new Function ("return false"); if (window.sidebar){document.onmousedown=disableselect;&lt;br /&gt;document.onclick=reEnable;}&lt;/script&gt;Hoje abri o dicionário e encontrei-me numa palavra.&lt;br /&gt;Bem, para começar, ninguém é igual ao seu próximo ou ao seu anterior, haverá sempre uma melhoria (ou não) de personalidades, qualidades, etc. Porém, uma teoria, diria eu, utópica tornou-se pública, a qual diz que todos os seres humanos têm um sósia num canto do planeta, lugar que a nós será incerto, mas que, por alguma fortuna, nos podemos cruzar com este indivíduo (penso que o autor de tal comentário teórico foi  Carlos Castaneda, autor de, por exemplo, "A Erva Do Diabo").&lt;br /&gt;Não é concebível tal pensamento. Será biologicamente impossível que o ser humano tenha, certamente, um igualíssimo a si. Temo esta ideia, odeio-a, desrespeito-a e acordo-a como utópica, impossível. Cada ser tem um dom e cada dom é intransmissível pois todos eles, em algum retoque, são diferentes, apesar de semelhantes.&lt;br /&gt;Porém, há dons normais, de um lado, e, por outro lado, capacidades para obter tais dons com a experiência. É por isto que não concordo com este facto; a capacidade humana é singular, é única, ninguém tem a mesma, tal como uma impressão digital. É totalmente intransmissível a cem por cento (talvez provável transmissão a baixas percentagens) e cada um transforma a sua capacidade naquilo que deseja.&lt;br /&gt;Eu? Eu transformei-a em ideias e em energia. Não vou ficar preso a um só dom quando milhares posso ter.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Indescritível,&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;adj. 2 gén.&lt;/span&gt; que não se pode descrever; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;fig.&lt;/span&gt; extraordinário.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1291185052491530780-6266618121825336751?l=o-intermediario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-intermediario.blogspot.com/feeds/6266618121825336751/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://o-intermediario.blogspot.com/2009/09/talvez-seja-verdade.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1291185052491530780/posts/default/6266618121825336751'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1291185052491530780/posts/default/6266618121825336751'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-intermediario.blogspot.com/2009/09/talvez-seja-verdade.html' title='talvez seja verdade.'/><author><name>Hugo Lopes Martins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07104710232763003933</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='17' src='http://4.bp.blogspot.com/_XefhjuZnUhA/SXuWvmmUhhI/AAAAAAAAAAM/7qBWZgSoNmA/S220/DSC01427+-+C%C3%B3pia.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1291185052491530780.post-1163359103394651587</id><published>2009-05-02T15:43:00.000-07:00</published><updated>2009-05-02T15:56:34.126-07:00</updated><title type='text'>Headache part III</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Sólo quiero ver algo que me vuelva loco de una vez &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; que me explique la verdad de lo &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; que pasa es que no hay nadie que lo intente &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; o nadie quizá ya que le interese &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Tengo que decir que te puede estar creciendo la nariz &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; desde el día que dijiste que los dos &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; estaban mirándose de frente &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; y puede que no haya nadie que lo intente &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; y otra vez, otra vez intento imaginar &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Todo lo nada me parece tan real &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; no sé que responder a tanta información &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; cuando dijiste que por nada estás interesada &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; todo se complica nadie dice nada &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; te entiendo y no encuentro la forma de sentir yo &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; y aunque a veces me repita que todo se complica &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; la forma de expresarme o las malas &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; noticias te miro y aún soy importante para los dos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Esa sola vez he querido dar la vuelta para ver &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; lo que dije es la verdad de lo que pasa &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; es que no hay nadie inteligente o todos &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; estamos hartos de la gente &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; tengo que mentir y me puede estar creciendo la nariz &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; por las cosas que no das es lo que tiene &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; que estar cansándote el presente o todo &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; te ha dado igual eso parece."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;El Canto Del Loco - Otra Vez&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aliviado. Sim, aliviado. Vou deixar tudo para trás. Mesmo que tente evitar o meu olhar toca-te e atiça a faísca dentro de mim. Entretanto disseram-me hoje que estou a procurar demais, que a procura pode ser finita, basta-me olhar para o lado. E têm razão. Se os meus sentimentos são desta maneira desperdiçados prefiro morrer com eles atravessados, quem rima não mente. E de rimar se fala, de desigualdade se recorda, polaridades tão iguais que somos que não dás o braço a torcer; pois bem, não dês. Não quero mais lembrar-me do teu cabelo, do teu toque, dos teus lábios. Na tua linguagem, caguei, vem tu atrás. E, se o não fizeres, angústia te trará pois até os teus mais próximos relacionados me mencionam como &lt;span style="font-style: italic;"&gt;nearly perfect, don't ask why, je ne sais pas, y no, no soy políglota,&lt;/span&gt; apenas culto.&lt;br /&gt;E chega ao fim uma saga que demorou um mês e também dois anos e mais de meio bem medido, ou seja, esta dor de cabeça abandona-me e eu abandono-te, respectivamente. Vou levantar a cabeça. Se o tempo voa eu quero quebrar a barreira do som para o acompanhar; após esta serei o meu deus, eu próprio, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;maximum maximus&lt;/span&gt;. Porque se a sabedoria se conhece, o sábio nada mais é que o seu intermediário. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;The Broker.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;(É o fim, obrigado à minha pobre cabeça por ter melhorado e obrigado às minhas ideias pobres por me fazerem escrever.)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1291185052491530780-1163359103394651587?l=o-intermediario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-intermediario.blogspot.com/feeds/1163359103394651587/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://o-intermediario.blogspot.com/2009/05/headache-part-iii.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1291185052491530780/posts/default/1163359103394651587'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1291185052491530780/posts/default/1163359103394651587'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-intermediario.blogspot.com/2009/05/headache-part-iii.html' title='Headache part III'/><author><name>Hugo Lopes Martins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07104710232763003933</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='17' src='http://4.bp.blogspot.com/_XefhjuZnUhA/SXuWvmmUhhI/AAAAAAAAAAM/7qBWZgSoNmA/S220/DSC01427+-+C%C3%B3pia.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1291185052491530780.post-6832484297277951793</id><published>2009-04-27T12:45:00.000-07:00</published><updated>2009-05-02T15:56:00.144-07:00</updated><title type='text'>Headache part II</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Incontrolável a sede de escrever sem propósitos; entretanto, tudo nasce e tudo morre, logo o propósito viverá sempre em mim até morrer, pois é no humano que nasce. E, se de nascer se fala, de morte falar-se-á; ou falar-se-ia, dado que esta terrível e pesarosa dor de cabeça parece não me querer abandonar.&lt;br /&gt;Sim, eu tenho problemas, não fosse este indeterminado em género, acabado em "a" e chamado por "o": o meu querido pior problema. Atormenta-me abandonar tudo o que conquistei mas, se a vida é incerta, é para a nova conquista que caminho, daí nada do que conquistara importar alguma vez mais. Mas nem tudo é um mar de rosas. Parece que escrevo sem sentido, não me percebo. Estranha a desconquista, se tal palavra ou, até, acontecimento existe; conheço-te tão bem, há três anos, fará proximamente tal data, eras apenas um ser inculto, oculto talvez, mas sempre funcionaste como um íman, tal magnetização que tens que sempre me tiveste por perto. Mas, se não te conquistei o suficiente, maior culpa tu tens pois esforço foi o que não faltou em mim; aliás, em tudo o que faço é requerido o meu suor, nem que em forma de sangue o seja. Continuando, se tal me permitir a minha cabeça que, neste momento, lateja contra a actividade proposta sem sentido, vou voltar às origens, nada aqui me prende; mas, como a soma das partes é surpreendente maior que o todo, deixo cá algo em ti que nunca irei reaver. É verdade jovem, conseguiste fazer o que ninguém conseguira antes, escrevo um texto direccionado a um nome apenas, carta séria não se tratasse, e deixo-te um pedaço de mim, metade inteligência, metade sentimento, que espero que não o trates e deixes morrer. Exacto, deixa morrer, para melhor poder eu ficar, para vida poder ter. Nunca ligaste ao que te digo, não acreditavas quando da verdade falava e, sem quaisquer problemas, rara palavra esta, dizias que a tua escolha seria eu, se tal pudesses fazer.&lt;br /&gt;O pior é que tal escolha já podes fazer; simplesmente não o queres. Pára cabeça minha, que sofrimento me trazes... E é por isso que, sem ter nada para me fazer ficar por esta bela cidade ladronificada, entusiasta, esfuziante, massacrada, me despeço de ti com um 'vem comigo' ou 'faz-me cá ficar, aguardo resposta', sendo estas frases um pedido de repensares.&lt;br /&gt;E, se te lembrares de mim após fazeres uma decisão que sei, porventura, não ser nenhuma destas, lembra-te: vou ser infeliz, para a tua própria felicidade pois eu, Ana Filipa Baptista Borges, não sei que mais fazer para te tirar de dentro de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;(Parece-me que, no final de contas, tenho tantas dores de cabeça que de nenhuma delas me irei safar, &lt;/span&gt;jamais&lt;span style="font-style: italic;"&gt;, &lt;/span&gt;jamais&lt;span style="font-style: italic;"&gt;. )&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1291185052491530780-6832484297277951793?l=o-intermediario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-intermediario.blogspot.com/feeds/6832484297277951793/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://o-intermediario.blogspot.com/2009/04/headache-part-ii.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1291185052491530780/posts/default/6832484297277951793'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1291185052491530780/posts/default/6832484297277951793'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-intermediario.blogspot.com/2009/04/headache-part-ii.html' title='Headache part II'/><author><name>Hugo Lopes Martins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07104710232763003933</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='17' src='http://4.bp.blogspot.com/_XefhjuZnUhA/SXuWvmmUhhI/AAAAAAAAAAM/7qBWZgSoNmA/S220/DSC01427+-+C%C3%B3pia.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1291185052491530780.post-4212888780301917823</id><published>2009-04-21T13:37:00.000-07:00</published><updated>2009-05-02T15:55:44.575-07:00</updated><title type='text'>Headache</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não sei que escrever. É parvo escrevê-lo estando, ao mesmo tempo, a fazê-lo sem saber aquilo que pensar, que expressar. Se a simplicidade se encaixa neste verbo a complexidade atormenta-me. E, se o atormento referi, a felicidade de mim escapou. Quero saber disso? Não, para que quereria, se nunca o fui? Entretanto, não sei porque escrevi isto; talvez seja por estar a ser constantemente apunhalado pelas costas por quem menos espero, não de maneira indiscreta, mas sim por palavras não ditas, tendo sido eu o revelador destas sem sequer as saber. E, como se não bastasse, sou falso, falso por tentar descobrir estas palavras; também, de que estava eu à espera, se tais frases inexistentes passaram a ressoar na minha cabeça, totalmente reais, ao som de um espantoso megafone. O pior é descobrir que as palavras existiram; arte negra esta de prever futuro, tal qual anti-salazaristas prevendo a morte ao fundador de tal nome, Salazar; mas, pela verdade, nunca louvado fui, esquartejado foi o que me tornaram de paz de alma, não clamando a minha inteligência, se por artes não relevantes descobri uma verdade escondida, tal qual &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Falar Verdade A Mentir.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Inteligência, o quanto me moves; se gritasse veriam que existo, se olhasse sentiriam o terror frio deste meu olhar, aqui está a severa criatura criada por quem nada me disse e, por alguma razão, me deixou tentar adivinhar a verdade e a espalhar por aí a impossível, descoberto mais tarde, obviamente, mentira; é profundo eu sei. Continuo sem saber o que escrever. Entretanto, preciso de remover esta minha dor de cabeça iniciada há já uma semana, já que ninguém a requiriu para si próprio vou passá-la a outrem, quando esse outrem certo ler o que escrevi.&lt;br /&gt;Sim, mentes-me todos os dias e chamas-me à atenção do que pensas eu não saber mas, por fim, fazes um olhar de culpa. Falso afecto, pensas que é correcto mas, pelo contrário, é irreal; edificas ódio por qualquer lado que passas; pior ainda, de mim morrerá em breve a amizade, a única verdadeira que tens, só tu sabes se ainda a queres.&lt;br /&gt;Não sei se escreva ou não. Agora, no plural, acabo com o pensamento. Criaram de mim, vocês os dois, uma imagem de um santo que perdoa tudo e nada precisa de ouvir; entretanto ainda não viram o que se está a criar em mim de terrenosa arte maléfica. Estou farto da vossa falsidade e de vos ouvir falar mal de mim, não sou otário nenhum; talvez seja tarde demais para me contarem factos que sei já serem verdadeiros mas, pelo menos, humilhem-se e contem-mos bem alto, para toda a gente ver o quão falsos vocês são, que sabem tudo de mim e de vocês a verdade escondem. Estúpidos, iliterados, otários, burros, estão-me a perder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afinal sabia o que escrever, apenas não sabia como, já que estas duas pessoas não lêem a complexidade pois a esta são inferiores, por completo. Tamanha filosofia a minha ou tamanha imbecilidade a deles? Não é por nada mas acho que sou imortal, testa-me. Estou cansado, não é fácil criticar conhecendo bem as pessoas, bem mais do que elas imaginam, ai se eles soubessem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;(&lt;/span&gt;Agora sim, vou-me sentar para trás, publicar a mensagem e esperar que me passe a dor de cabeça.)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1291185052491530780-4212888780301917823?l=o-intermediario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-intermediario.blogspot.com/feeds/4212888780301917823/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://o-intermediario.blogspot.com/2009/04/nao-sei-que-escrever.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1291185052491530780/posts/default/4212888780301917823'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1291185052491530780/posts/default/4212888780301917823'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-intermediario.blogspot.com/2009/04/nao-sei-que-escrever.html' title='Headache'/><author><name>Hugo Lopes Martins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07104710232763003933</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='17' src='http://4.bp.blogspot.com/_XefhjuZnUhA/SXuWvmmUhhI/AAAAAAAAAAM/7qBWZgSoNmA/S220/DSC01427+-+C%C3%B3pia.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1291185052491530780.post-3980565561259373599</id><published>2009-03-08T12:52:00.000-07:00</published><updated>2009-05-02T15:55:27.729-07:00</updated><title type='text'>Sonhas?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Todos os adolescentes criam uma referência pessoal, tal qual objectivo, nas suas vidas; o que for mais rápido a resolvê-la ganha algo que, ingenuamente, não percebo o que seja, na realidade nem o significado desta referência percebo.&lt;br /&gt;Talvez seja por pensar nisto desta exacta forma que resolvi meditar um pouco no assunto; desta última nasceram pensamentos, os quais se prolongaram e, finalmente, surgiram palavras para descrever o que são sabia acerca do assunto; por isto escrevo, agora mesmo, o premeditado.&lt;br /&gt;O sonho. Que estranha forma de resolver enigmas. Este que não passa de uma mão cheia de nada e que enche a outra de coisa inexistente, ou nenhuma. Este que, relevância tal, coordena vidas, leva-as onde sempre desejaram ou então, por tamanha desorientação, leva vidas à ruina. Este, que de pensamento nada passa, deriva na mente em esfuziantes imagens, relutantemente recriadas pela retina num processo totalmente contraditório, não fosse inconsciente, ao qual se junta os espasmos corporais nos quais nada tem poder para segurar.&lt;br /&gt;O que quero dizer? É simples, retórico não fosse: o sonho é tudo, tragam-me o nada e mostrem-me as diferenças. A confusão é de que o nada ninguém sabe, tamanha incompreensão; agora o tudo sabem existir, mas de nada sabem deste também; mostrem-me a diferença então.&lt;br /&gt;E é porque a relutância não permite o visionamento incontornável da totalidade, sempre para a parcialidade caminha; mas porque será que temos o nada e o tudo no nosso interior, se esses momentos são dados aquando o nosso estado de maior inconsciência? Talvez para poupar espaço cortical cerebral; ou para não ser fiel a memória deste; que venha o diabo a escolha. O sonho...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas calma... Para que é que o adolescente tenta resolver esta questão se ainda abrange mais confusão? Tirem-me a caneta da mão.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1291185052491530780-3980565561259373599?l=o-intermediario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-intermediario.blogspot.com/feeds/3980565561259373599/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://o-intermediario.blogspot.com/2009/03/todos-os-adolescentes-criam-uma.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1291185052491530780/posts/default/3980565561259373599'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1291185052491530780/posts/default/3980565561259373599'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-intermediario.blogspot.com/2009/03/todos-os-adolescentes-criam-uma.html' title='Sonhas?'/><author><name>Hugo Lopes Martins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07104710232763003933</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='17' src='http://4.bp.blogspot.com/_XefhjuZnUhA/SXuWvmmUhhI/AAAAAAAAAAM/7qBWZgSoNmA/S220/DSC01427+-+C%C3%B3pia.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1291185052491530780.post-3710411302762789070</id><published>2009-02-01T10:27:00.000-08:00</published><updated>2009-02-01T10:45:43.684-08:00</updated><title type='text'>tempo faz-se no tempo que viaja sobre o tempo.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tempo, tempo que para mim não voltas. decerto que não te quero mais reaver; entretanto é de uma luta que se fala; e, se de luta falamos, que tal, pelo bom senso comum, falar numa guerra actual, como a bipolaridade coreana a rebentar dentro de uma polaridade asiática; enfim, triste o presente e o futuro. Entretanto todos precisam de um meio de comunicação com o tempo passado, entre tantas guerras que se travaram nesse tempo porque o tempo nada mais é que tempo do tempo que há de vir buscar o recente tempo, E se alguém achar aqui uma repetição foi propositada, pois, para decidir um certo tema ao qual todos querem escapar e encarcerar-se dentro da não existência de tal.&lt;br /&gt;Entretanto, não é por nada que existem pessoas treinadas para uma variação deste e para conseguir mandar mensagens ao passado; estes sim, treinados, talvez, ou, em casos brutos, raríssimos, nascendo com este dom, conseguem transmitir que nada é à vontade de outrem ou, como mais gosta de afirmar a sabedoria antiga, freguês; mas não importa o conteúdo mas sim a finalidade. Estes não se importam consigo; querem apenas transmitir o que os outros precisam de saber; não se importam em transmitir a sua vida mas sim mostrar esta última como exemplo, talvez ecóico ou, por defeito, talvez excesso, icónico, de que nem tudo está no nosso poder de aguentar; talvez o sobreviver esteja só no tempo. Para quem perceba o que foi aqui escrito, basta uma frase para o resumo; para síntese bastam 2 e para inventar é impossível para a maior parte dos que tentam pois não têm este dom; nem foram, entretanto, treinados sequer para, eventualmente, o obterem.&lt;br /&gt;Por isto, justifico o título deste texto e, também, o título deste blogue. Chamem-me louco, chamem-me o que queiram; apenas sou um justiceiro que nasceu com um bruto dom que vale ouro; e é este &lt;span style="font-style: italic;"&gt;-ness&lt;/span&gt; que me faz viver; não sabendo falar de mim sei chamar outrem à razão e, fazendo uma imensidão de inimigos, amigos são aqueles que não me percebem ou, porventura, não o querem fazer. E é porque a percepção faz os novos tempos que eu não quero que esta me adquira como certo; aliás, mais fácil será comparar-me à desilusão e, se isso o querem fazer, força, mas, lembrem-se que existe, indubitavelmente, uma mão cheia de prós e cinco de contras: não me vejam no vosso futuro, se isto explícito em cima o quiserem fazer.&lt;br /&gt;E é porque só tenho duas faces que aqui estou. E talvez agora se pense que sou falso é que revelo que a outra face é o meu mistério e essa, porventura, ninguém, mas ninguém, a conseguirá descobrir; porque quem gosta do passar do tempo e consegue comunicar com o restante tempo, temporário não será, apenas tempo vindouro, apesar de duradouro, é imortal, é o mundo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Estou aqui, sou eu, vou mudar o teu futuro; esquece o presente, viaja comigo. I'm&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;The Broker.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1291185052491530780-3710411302762789070?l=o-intermediario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-intermediario.blogspot.com/feeds/3710411302762789070/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://o-intermediario.blogspot.com/2009/02/tempo-faz-se-no-tempo-que-viaja-sobre-o.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1291185052491530780/posts/default/3710411302762789070'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1291185052491530780/posts/default/3710411302762789070'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-intermediario.blogspot.com/2009/02/tempo-faz-se-no-tempo-que-viaja-sobre-o.html' title='tempo faz-se no tempo que viaja sobre o tempo.'/><author><name>Hugo Lopes Martins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07104710232763003933</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='17' src='http://4.bp.blogspot.com/_XefhjuZnUhA/SXuWvmmUhhI/AAAAAAAAAAM/7qBWZgSoNmA/S220/DSC01427+-+C%C3%B3pia.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1291185052491530780.post-5575774643915824652</id><published>2009-01-29T10:17:00.000-08:00</published><updated>2009-05-02T15:54:44.752-07:00</updated><title type='text'>passado, presente, futuro?</title><content type='html'>&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Ontem eu chorei.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Apercebi-me de todas as situações da minha vida em que segui caminhos errados e em que praguejei contra mim próprio, vendo a minha geração como a pior e a mais implacável que pudesse haver. A culpa não era minha, era do pensamento de outrém que, repentinamente, se metamorfou para uma nova era e passou a ser o meu pensamento. A ingenuidade era intitulada com o meu nome, a minha cara estampada no seu seio de comunidade era uma imagem arrasadora. Persegui caminhos e entrelacei relações e diferentes filosofias. Descobri que a minha geração era apenas mais uma nesse grande seio.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Hoje eu choro.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Sei de tudo um pouco neste mísero mundo. Sei a personalidade que enfrento em cada face escondida na semi-obscuridade. Sei escolher o meu próprio comportamento, sendo intelectual e ingénuo à mesma ideia ou ao mesmo pensamento de dirigir a verdade irreconhecível. Sinto o sentido das frases como o sangue a escoar-se estonteantemente pelas minhas veias, percorrendo todo o meu corpo. Percebo a realidade triste da sociedade em que vivo e em que, sem me aperceber e sem ter voto na matéria, me integrei. Sinto a culpa da idade a subir pelo corpo todo, cegando-me e paralisando-me como uma forte queda numa catarata. Apercebi-me da anti-socialização à minha volta e da maneira que todos somos o mesmo sem parecermos. Especializo-me na minha inteligência e nos meus objectivos. Compreendo-me da mesma maneira que compreendo uma tese argumentativa de um rapaz de nove anos, pois sei que rapidamente chorará como eu o fiz e faço.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;E amanhã...&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Chorarei eu ao ver a próxima geração incompreendida?&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1291185052491530780-5575774643915824652?l=o-intermediario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-intermediario.blogspot.com/feeds/5575774643915824652/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://o-intermediario.blogspot.com/2009/01/passado-presente-futuro.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1291185052491530780/posts/default/5575774643915824652'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1291185052491530780/posts/default/5575774643915824652'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-intermediario.blogspot.com/2009/01/passado-presente-futuro.html' title='passado, presente, futuro?'/><author><name>Hugo Lopes Martins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07104710232763003933</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='17' src='http://4.bp.blogspot.com/_XefhjuZnUhA/SXuWvmmUhhI/AAAAAAAAAAM/7qBWZgSoNmA/S220/DSC01427+-+C%C3%B3pia.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1291185052491530780.post-8944401980388956512</id><published>2009-01-24T14:26:00.000-08:00</published><updated>2009-05-02T15:54:05.637-07:00</updated><title type='text'>O uso (para)gráfico</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O rebater da crítica é o contra-rebatimento da escrita. Isto, claro, falando em termos técnicos. O parágrafo é uma desnecessidade para a leitura óbvia de um leitor afeiçoado aos últimos mas, &lt;em&gt;sui generis&lt;/em&gt;, como dizem os intelectuais, desenvolve um aspecto tal como que táctico, talvez pouco regular mas, repondo-lhe alguma da sua respeitabilidade, certamente indesejada por muitos, é, obviamente ou até forçosamente, bem sucedida. Mas quem precisa destes, ou melhor, quem precisa de precisar, se tudo é uma invenção que, por mérito do seu criador, ajuda em demasia a separar a pequena acção da mais relevante; e por falar em relevância nada mais que uma montanha russa de turbilhões e nós inexoráveis sem qualquer razão de o ser, mas, com certeza, o seu criador ditará as regras para ser ou deixar de o ser. Enquanto este último pensa o mundo segue o seu percurso e cria o paradigma contrário ao deste e é nesse momento que se dá a revolução ou a falsa esperança de acontecer tal coisa. Enquanto isto se sucede continuam os que o usam a pensar se é certo o seu uso. Pois bem, é totalmente desmesurado insistir nisto: quem gostar usa por preferência; os contrariados que façam um texto sem eles. Ao fim de contas, todos têm os seus valores e todos pensam de maneira muito pouco modesta nesta arte. Em conclusão, por enquanto, diria eu, ou seja, não é o fim, mas sim o seu, se assim se pode opinar, início, enquanto os criadores pensam se foi certo fazerem a sua criação, eu continuarei a escrever sem parágrafos desnecessários. Talvez, um dia, me consigam provar o verdadeiro valor destes. Porque um texto sem nome nem um texto é; são palavras levadas.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1291185052491530780-8944401980388956512?l=o-intermediario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-intermediario.blogspot.com/feeds/8944401980388956512/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://o-intermediario.blogspot.com/2009/01/o-uso-paragrfico.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1291185052491530780/posts/default/8944401980388956512'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1291185052491530780/posts/default/8944401980388956512'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-intermediario.blogspot.com/2009/01/o-uso-paragrfico.html' title='O uso (para)gráfico'/><author><name>Hugo Lopes Martins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07104710232763003933</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='17' src='http://4.bp.blogspot.com/_XefhjuZnUhA/SXuWvmmUhhI/AAAAAAAAAAM/7qBWZgSoNmA/S220/DSC01427+-+C%C3%B3pia.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry></feed>
